OFICINA DE SQUISHIES PARA O DIA DAS CRIANÇAS: COLORIR, CRIAR E LEVAR UMA LEMBRANÇA AFETIVA PARA CASA
Que tal sair das atividades óbvias da Semana da Criança e convidar a turma para uma oficina de squishies? A proposta é transformar materiais simples em uma experiência de criação, participação e brincadeira. Cada criança pode escolher um personagem, personalizar sua produção e acompanhar a transformação do papel em um brinquedo feito com a ajuda do adulto.
Quando organizamos uma comemoração para as crianças, também podemos abrir espaço para que elas participem das decisões e da preparação. Escolher uma cor, apontar o personagem preferido, experimentar os materiais e mostrar uma descoberta ao colega são pequenas ações que dão sentido à experiência. A festa começa durante o processo de fazer.
Foi pensando nessa possibilidade que preparei o recurso Oficina de Squishies para o Dia das Crianças, com modelos coloridos e versões para colorir. A ideia é oferecer um ponto de partida para uma oficina que possa ser adaptada à realidade de cada turma. Ao final, a criação pode ir para casa como uma lembrança afetiva de um momento vivido na escola.
O QUE É UMA OFICINA DE SQUISHIES DE PAPEL?
Nesta proposta, os squishies são personagens de papel montados com volume e um preenchimento macio, protegidos e fechados com materiais adequados à atividade. São produções artesanais que podem ser apertadas suavemente durante a brincadeira. A resistência e a sensação ao toque dependem do papel, do revestimento, do preenchimento e do acabamento utilizados.
A oficina envolve o caminho até chegar a esse resultado. As crianças conhecem os modelos, fazem escolhas, colorem quando utilizam a versão em preto e branco e participam das etapas possíveis para sua faixa etária. O adulto organiza os materiais e acompanha a montagem, assumindo as partes que exigem maior precisão ou cuidado.
É importante apresentar a proposta de maneira simples: “Vamos criar um personagem de papel para brincar?”. Essa pergunta ajuda a aproximar a atividade do universo infantil. Antes de explicar todos os detalhes, mostre um exemplo pronto e permita que a turma observe sua aparência, seu volume e o que acontece quando ele é apertado com delicadeza.
POR QUE INCLUIR ESSA OFICINA NA SEMANA DA CRIANÇA?
A Semana da Criança costuma reunir brincadeiras, histórias, músicas e momentos especiais de convivência. Uma oficina de criação pode fazer parte dessa programação porque permite que as crianças também produzam algo durante a comemoração. Elas acompanham as mudanças no material e encontram maneiras de colocar suas preferências naquilo que estão fazendo.
Na oficina de squishies, o envolvimento pode começar antes da montagem. Ao observar os personagens, uma criança escolhe o coelho porque gosta de suas orelhas, enquanto outra prefere o astronauta porque imagina uma viagem espacial. Essas escolhas abrem conversas e ajudam o professor a conhecer os interesses que aparecem no grupo.
A proposta também permite organizar uma lembrancinha vinculada à experiência. Quando a criança leva sua produção para casa, pode contar como escolheu o personagem, quais cores utilizou e quem ajudou no fechamento. O objeto passa a carregar uma história. Essa relação entre a criação e o momento vivido é o que pode torná-lo uma lembrança afetiva.
MODELOS COLORIDOS E VERSÕES PARA COLORIR
O recurso apresenta personagens em versões coloridas e em preto e branco. Nas imagens da proposta, aparecem ursinho, unicórnio, capivara, astronauta, leão, panda, coelho, gatinho, cachorrinho e dinossauro. Essa variedade permite apresentar alternativas à turma e organizar a atividade de acordo com os interesses das crianças.
A versão para colorir oferece espaço para personalização. Um mesmo personagem pode ganhar combinações muito diferentes, conforme as escolhas de cada participante. Não é necessário pedir que a criança reproduza as cores do exemplo. Um dinossauro rosa, uma capivara azul ou um urso cheio de marcas coloridas podem fazer parte da brincadeira.
Os modelos coloridos também podem ser utilizados na oficina. Mesmo sem a etapa de pintura, há possibilidades de participação: escolher, observar, comparar as partes, acompanhar a montagem e inventar brincadeiras. O professor pode disponibilizar as duas versões, considerando o tempo, os materiais e a forma como cada criança deseja se envolver.
COMO APRESENTAR A ATIVIDADE NA RODINHA
Comece reunindo a turma e mostrando um squishy pronto. Segure o personagem de modo que todos consigam observá-lo e faça perguntas curtas: “Que personagem é esse?”, “Ele parece feito de quê?” e “Será que era assim antes de ficar pronto?”. Dê tempo para as crianças responderem e acolha diferentes hipóteses.
Depois, apresente um modelo ainda sem montagem. A comparação entre a folha e a peça pronta ajuda a tornar a proposta compreensível. Mostre que haverá uma sequência de ações: escolher, colorir quando necessário, preparar as partes e montar com ajuda. Não é preciso transformar essa conversa em uma explicação longa.
Combine também como acontecerá a participação. Explique onde estarão os materiais, como cada criança poderá pedir ajuda e em que momento será possível brincar. Se houver apenas um adulto conduzindo a oficina, informe que a montagem acontecerá aos poucos. Essa antecipação ajuda a organizar o grupo e a tornar a espera mais previsível.
MATERIAIS PARA ORGANIZAR A OFICINA
Para uma montagem artesanal de squishies de papel, você pode separar os modelos impressos, materiais de pintura, tesoura, fita adesiva transparente e um preenchimento macio adequado ao projeto. A escolha final deve considerar a idade das crianças, as orientações do molde e os materiais que a escola permite utilizar.
Antes de preparar a atividade para toda a turma, monte uma peça de teste. Essa experiência permite observar se o papel escolhido funciona bem, quanto preenchimento será necessário e como ficará o fechamento. Também ajuda a estimar o tempo de preparação e a identificar quais etapas poderão contar com a participação infantil.
Organize os materiais em pequenas quantidades, de acordo com cada momento. Durante a pintura, deixe disponíveis os recursos para colorir. Na montagem, apresente apenas o que será utilizado naquela etapa. Tesouras, fita e preenchimento precisam de acompanhamento, especialmente com crianças pequenas. Evite componentes miúdos soltos e confira o fechamento antes de entregar a produção.
PREPARAÇÃO DO PROFESSOR ANTES DA ATIVIDADE
Uma preparação simples pode facilitar bastante a oficina. Confira as impressões, separe os modelos e verifique se as partes necessárias para cada montagem estão disponíveis. Observe também o tamanho das peças e a complexidade do contorno. Alguns personagens podem exigir mais tempo de recorte e fechamento do que outros.
Defina quais etapas serão feitas previamente. Em turmas pequenas, pode ser melhor entregar as partes já recortadas. Com crianças que já utilizam tesoura com autonomia, alguns recortes podem integrar a proposta, sempre com supervisão. Essa decisão deve considerar o grupo real, sem exigir que todas as turmas sigam exatamente o mesmo processo.
Reserve um espaço para as produções que ainda aguardam montagem. Identifique discretamente cada trabalho para evitar trocas depois da pintura. Também vale separar alguns modelos extras para imprevistos. O objetivo da organização é permitir que você acompanhe as crianças com tranquilidade, oferecendo ajuda sem transformar a oficina em uma corrida para terminar.
PASSO A PASSO PARA CONDUZIR A OFICINA
A primeira etapa é a escolha do personagem. Apresente as opções de uma maneira que a turma consiga visualizar. Se muitas alternativas dificultarem a decisão, ofereça um conjunto menor de cada vez. Dê espaço para que a criança observe e escolha, sem precisar justificar sua preferência.
Em seguida, disponibilize os materiais de pintura para quem utilizará a versão em preto e branco. Durante esse momento, converse sobre as escolhas e valorize as marcas produzidas. Você pode perguntar: “Qual parte você quer pintar agora?” ou “Quer experimentar outra cor?”. Evite corrigir a criação com base em um modelo ideal de acabamento.
Após a personalização, organize o recorte e a preparação das partes conforme o molde utilizado. Em uma montagem comum de squishy de papel, as faces são preparadas e unidas, deixando uma abertura para o preenchimento. O revestimento e a união devem ser testados previamente pelo adulto para que o processo funcione com os materiais escolhidos.
Coloque o preenchimento aos poucos, sem exagerar na quantidade. Acompanhe a participação da criança nessa etapa quando for adequado. Depois, feche a abertura e confira toda a borda. Antes de entregar, verifique se há partes soltando ou material saindo. Finalize mostrando como apertar suavemente e como guardar a criação para conservá-la.
COMO ORGANIZAR A TURMA SEM GERAR MUITA ESPERA
O fechamento costuma exigir mais ajuda do adulto e pode se tornar a etapa mais demorada. Por isso, pense em uma organização que mantenha as crianças envolvidas enquanto aguardam. Pequenos grupos de montagem permitem acompanhar melhor cada produção e oferecer ajuda com mais atenção.
Enquanto algumas crianças montam, as demais podem continuar personalizando ou desenhar um lugar para seu personagem brincar. Uma folha de desenho é uma alternativa simples: o astronauta pode ganhar um planeta, o coelho pode ganhar um jardim e a capivara pode ganhar uma paisagem escolhida pela criança.
Outra possibilidade é dividir a proposta em dois momentos. No primeiro, a turma conhece os personagens e faz a pintura. No segundo, acompanha a montagem e participa das brincadeiras. Essa divisão pode ser especialmente útil quando o tempo de aula é curto. O intervalo não precisa diminuir o interesse; pode criar expectativa pela próxima etapa.
ADAPTAÇÕES PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL
Com as crianças menores, priorize uma sequência breve, com poucas instruções de cada vez. Escolher entre dois personagens e explorar materiais de pintura já são formas de participação. O adulto pode realizar o recorte, o revestimento e o fechamento, permitindo que a criança acompanhe a transformação.
Observe também como cada criança interage com os materiais. Algumas gostam de preencher grandes áreas com cor; outras fazem pequenas marcas e consideram a produção pronta. A oficina deve acolher esses diferentes modos de experimentar. Não é necessário exigir uma pintura completa para reconhecer a participação.
Para crianças que levam objetos à boca ou que precisam de acompanhamento mais próximo, avalie a adequação do squishy artesanal e mantenha a exploração supervisionada. Quando necessário, a proposta pode ser adaptada para a personalização do personagem em papel, com outra forma de apresentação. A atividade precisa fazer sentido para as condições reais de participação do grupo.
POSSIBILIDADES PARA OS ANOS INICIAIS
Nos anos iniciais, a oficina pode envolver maior participação no planejamento e na organização. Antes de começar, pergunte quais materiais serão necessários e em que ordem as ações podem acontecer. Registre as sugestões de maneira simples, com palavras ou desenhos, para que a turma acompanhe o processo.
Durante a produção, as crianças podem observar mudanças e resolver pequenos problemas com mediação. Se houver preenchimento em excesso, por exemplo, será necessário retirar uma parte para facilitar o fechamento. Se uma borda abrir, o grupo pode observar o que precisa ser ajustado. Essas situações fazem parte de uma experiência concreta de construção.
Também é possível convidar cada criança a escolher um nome para o personagem ou criar uma pequena apresentação oral. Quem está iniciando a alfabetização pode ditar uma frase ao professor ou escrever conforme suas possibilidades. Essas propostas devem ampliar a brincadeira, respeitando o caráter festivo e criativo da oficina.
PARTICIPAÇÃO, ACESSIBILIDADE E RESPEITO ÀS DIFERENÇAS
Participar de uma oficina não significa realizar todas as etapas da mesma maneira. Uma criança pode escolher apontando, outra pode comunicar sua preferência oralmente e outra pode precisar observar por mais tempo. O professor pode oferecer diferentes caminhos para que cada uma tenha uma participação possível e significativa.
Algumas adaptações simples incluem apresentar menos opções de cada vez, utilizar modelos maiores e oferecer materiais de pintura que a criança já conheça. Também é possível estabilizar a folha durante a pintura ou organizar a atividade em um espaço com menos estímulos. As decisões devem partir da observação e dos apoios de que cada criança necessita.
Se uma criança não quiser tocar no preenchimento ou apertar o squishy, essa escolha deve ser respeitada. Ela pode se envolver na pintura, na seleção do personagem ou na criação de uma história. O importante é preservar oportunidades de escolha e evitar que a oficina se transforme em uma exigência de participação padronizada.
O QUE OBSERVAR DURANTE A EXPERIÊNCIA
A oficina oferece situações em que o professor pode observar como as crianças escolhem, comunicam ideias, manipulam materiais e pedem ajuda. Também permite perceber como acompanham uma sequência de ações e como reagem quando precisam esperar ou ajustar uma parte da produção.
Essas observações podem orientar propostas futuras. Talvez a turma demonstre grande interesse pela pintura, pelas personagens ou pela construção de objetos com volume. Esse interesse pode inspirar novas experiências de arte e brincadeira. Uma pergunta feita durante a oficina também pode abrir espaço para outras investigações.
Evite avaliar o trabalho apenas pela aparência final. Uma produção com pintura irregular pode representar envolvimento, experimentação e escolhas importantes. Da mesma forma, uma peça bem acabada pode ter exigido bastante ajuda do adulto. O registro mais interessante considera o processo e a participação da criança, sem comparar resultados.
IDEIAS PARA BRINCAR DEPOIS DA MONTAGEM
Depois de criar, reserve tempo para brincar. Convide as crianças a apresentar seus personagens e a imaginar encontros entre eles. O astronauta pode visitar o jardim do coelho, enquanto o dinossauro encontra a capivara em uma aventura inventada pela turma. As histórias podem surgir espontaneamente durante a interação.
Também é possível construir pequenos cenários com folhas de papel, desenhos ou materiais já disponíveis na sala. Uma produção simples pode se transformar em casa, floresta ou espaço sideral. Deixe que as crianças sugiram os lugares e participem da organização, conforme o interesse do grupo.
As frases presentes nos personagens podem ser lidas pelo professor e relacionadas às ideias das crianças. Expressões sobre brincar, imaginar e sonhar podem iniciar conversas breves. Não é necessário criar uma tarefa para cada frase. Às vezes, uma leitura compartilhada e uma pergunta aberta já são suficientes para enriquecer o momento.
UMA LEMBRANÇA AFETIVA CONSTRUÍDA PELA CRIANÇA
Uma lembrança afetiva pode nascer de detalhes: a cor escolhida, a ajuda recebida, a conversa com um colega e a expectativa de ver a peça pronta. O squishy pode reunir essas pequenas experiências em um objeto que acompanha a criança para além da oficina.
Antes de guardar as produções, convide a turma a conversar sobre o que fez. Pergunte qual personagem cada um escolheu e de qual parte mais gostou. Algumas crianças terão muito a contar; outras preferirão mostrar. Esses diferentes modos de compartilhar também fazem parte do encerramento.
Ao enviar a criação para casa, você pode incluir um pequeno recado explicando que ela foi produzida em uma oficina com participação infantil. Oriente a família sobre o cuidado com a peça e a necessidade de supervisão conforme a idade. Esse contato ajuda os responsáveis a compreender o processo que existe por trás do objeto recebido.
COMO APRESENTAR A OFICINA ÀS FAMÍLIAS
A comunicação com as famílias pode destacar as escolhas e a participação das crianças. Conte que a turma conheceu os modelos, personalizou suas produções e acompanhou a montagem com ajuda do adulto. Assim, o relato mostra o que aconteceu durante a experiência e valoriza o envolvimento infantil.
Se houver registros autorizados, fotografias das etapas podem ajudar a apresentar a proposta. É possível mostrar os materiais, as pinturas e as peças prontas sem expor rostos. Escolha imagens que permitam compreender o processo e siga as orientações da escola sobre registro e divulgação.
Um convite simples também pode aproximar a família da experiência: “Peça à criança que conte como criou seu personagem”. Essa pergunta abre espaço para que ela compartilhe lembranças e decisões. A criação passa a ser um ponto de conversa entre a escola e a casa, respeitando a maneira como cada criança deseja se expressar.
ARQUIVO DIGITAL PARA ORGANIZAR SUA OFICINA
O recurso Oficina de Squishies para o Dia das Crianças reúne modelos coloridos e versões para colorir, oferecendo possibilidades para diferentes formas de organização. Você pode escolher as opções mais adequadas à sua turma e planejar a participação das crianças conforme o tempo disponível.
Por ser um material digital, o recurso precisa ser impresso e preparado para a atividade. Os materiais de montagem são providenciados separadamente. Antes de organizar a oficina com todo o grupo, faça uma montagem de teste e defina quais etapas exigirão sua ajuda.
Se você procura uma proposta para colorir, criar e brincar durante a Semana da Criança, conheça o material e escolha como utilizá-lo com sua turma. Com organização e espaço para as escolhas infantis, a oficina pode se tornar um momento especial de convivência — e a criação pode seguir para casa carregando a história de quem participou dela.
























