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ATIVIDADE SENSORIAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UM LABORATÓRIO PARA OBSERVAR, TOCAR E DESCOBRIR

 

 

ATIVIDADE SENSORIAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL: LABORATÓRIO DE TEXTURAS, ANIMAIS E OBJETOS

Meta descrição

Laboratório de investigação para Educação Infantil com texturas, animais, objetos, 18 fichas e microscópio de papel para observar e descobrir.


ATIVIDADE SENSORIAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UM LABORATÓRIO PARA OBSERVAR, TOCAR E DESCOBRIR

A Educação Infantil é um espaço privilegiado para investigar o mundo.

Antes de conhecer definições complexas, a criança conhece aquilo que está ao seu redor utilizando os sentidos.

Ela toca.

Olha.

Escuta.

Compara.

Cheira.

Manipula.

Pergunta.

E é justamente a partir dessas experiências que inúmeros conhecimentos começam a ser construídos.

O Laboratório de Investigação – Texturas, Animais e Objetos nasceu para valorizar esse processo.

A proposta cria um ambiente de descoberta no qual as crianças podem observar imagens, manipular materiais reais, nomear elementos, comparar características e conversar sobre aquilo que perceberam.

Não existe a intenção de transformar a Educação Infantil em um laboratório científico formal.

O objetivo é cultivar aquilo que está na base da ciência: a curiosidade.

CRIANÇAS SÃO INVESTIGADORAS POR NATUREZA

Quem convive com crianças pequenas sabe.

Elas querem saber:

“O que é isso?”

“Por que é assim?”

“Posso pegar?”

“É macio?”

“Esse animal mora onde?”

“Para que serve isso?”

Todas essas perguntas demonstram interesse genuíno pelo mundo.

Em vez de oferecer apenas respostas prontas, podemos criar experiências que permitam investigar.

TEXTURAS PRECISAM SER SENTIDAS

Uma das partes do material trabalha diferentes texturas.

Mas existe um cuidado pedagógico importante.

Uma fotografia de algodão não permite sentir algodão.

Uma imagem de lixa não permite compreender completamente aquilo que significa áspero.

Por isso, as fichas funcionam como apoio visual, enquanto a experiência sensorial acontece com os objetos reais.

Podemos disponibilizar:

algodão;

lixa;

esponja;

tecido;

uma colher de metal;

papelão.

Sempre utilizando materiais limpos, seguros e adequados à faixa etária.

OBSERVE PRIMEIRO

Apresente poucas opções.

Deixe a criança olhar.

Depois pergunte:

“O que você acha que é?”

Talvez ela reconheça imediatamente.

Talvez não.

Não existe problema.

A atividade é justamente uma oportunidade para ampliar repertório.

Depois podemos apresentar o material real.

Agora ela toca.

“Como ele é?”

AMPLIANDO O VOCABULÁRIO

Durante essa exploração podemos apresentar palavras como:

macio;

áspero;

liso;

rugoso.

Não é necessário exigir que todas as crianças memorizem essas classificações.

Podemos utilizá-las naturalmente durante a conversa.

“Você percebeu que o algodão está bem macio?”

“Essa lixa parece áspera.”

“O metal está liso.”

A criança vai incorporando novas palavras dentro de um contexto real.

COMPARAR É TÃO IMPORTANTE QUANTO NOMEAR

Depois de explorar individualmente alguns elementos, coloque dois lado a lado.

Algodão e lixa.

“Eles são iguais?”

Provavelmente as crianças dirão que não.

“Qual é a diferença?”

Agora elas precisam organizar aquilo que sentiram em palavras.

Uma pode dizer:

“Esse arranha.”

Outra:

“Esse é fofinho.”

Essas expressões infantis são importantes.

Podemos acolher primeiro e depois ampliar o vocabulário.

“Isso mesmo, o algodão parece mais macio.”

INVESTIGANDO ANIMAIS

O material também apresenta fichas de animais.

Nesse caso, a investigação muda.

Não vamos tocar no animal real.

Trabalhamos com observação visual e conhecimento prévio.

Podemos perguntar:

“Que animal é esse?”

“Onde você já viu?”

“Ele tem pelos?”

“Tem penas?”

“Como ele se movimenta?”

“Você percebe alguma característica diferente?”

Essas perguntas estimulam oralidade e atenção visual.

INVESTIGANDO OBJETOS

Com os objetos, podemos trabalhar função e características.

“O que é?”

“Para que serve?”

“Temos um parecido na sala?”

“É feito de quê?”

“É grande ou pequeno?”

“Possui alguma parte lisa?”

As crianças começam a perceber que investigar não significa apenas descobrir o nome.

É olhar com atenção.

O MICROSCÓPIO COMO RECURSO LÚDICO

O kit apresenta também um microscópio lúdico de papel.

Ele não amplia imagens e não possui lentes.

A função é ajudar a criar uma situação de brincadeira investigativa.

A criança pode colocar a ficha na base e observar.

Ela também pode observar diretamente sobre a mesa.

O importante é garantir conforto e liberdade durante a exploração.

UMA MESA DE INVESTIGAÇÃO

Organizar essa atividade em uma mesa ajuda bastante.

Não coloque muitos elementos de uma vez.

Podemos ter:

algumas fichas;

dois ou três materiais reais;

o microscópio;

a prancha;

lápis ou giz.

Depois trocamos os recursos.

Isso mantém o interesse e evita excesso de estímulos.

INVESTIGAÇÃO NÃO PRECISA TER UMA RESPOSTA ÚNICA

Ao observar animais e objetos, as crianças podem criar agrupamentos diferentes.

Uma pode separar pela cor.

Outra pelo tamanho.

Outra pela função.

Em vez de corrigir imediatamente, pergunte:

“Por que você juntou esses?”

Quando uma criança consegue explicar seu critério, existe pensamento envolvido.

Depois podemos propor um novo critério.

“Agora vamos tentar separar de outro jeito?”

O REGISTRO PODE SER OPCIONAL

Nem toda experiência precisa terminar em uma folha preenchida.

Principalmente na Educação Infantil.

Depois de uma exploração sensorial rica, algumas crianças podem querer desenhar.

Outras preferem contar oralmente aquilo que descobriram.

O material oferece uma prancha, mas o registro pode ser utilizado de acordo com o momento da turma.

UMA PROPOSTA PARA PEQUENOS GRUPOS

Atividades sensoriais costumam funcionar muito bem com grupos menores.

Isso permite que cada criança tenha tempo para tocar e falar.

O professor consegue observar mais atentamente.

Enquanto um grupo participa do laboratório, outras crianças podem estar envolvidas em experiências já conhecidas.

PERGUNTAS QUE AJUDAM NA MEDIAÇÃO

Experimente utilizar perguntas abertas:

“O que você percebe?”

“Como você acha que isso é?”

“Você já tocou em algo parecido?”

“Qual deles é mais macio?”

“Existe algum parecido na sala?”

“O que mudou quando você tocou?”

“Qual você escolheria para fazer uma almofada? Por quê?”

São perguntas que convidam a pensar.

SENTIDOS E CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO

Durante a infância, experiências sensoriais possuem um papel muito importante.

É tocando que a criança descobre temperatura, consistência, resistência e textura.

É observando que nota cor, formato e detalhes.

É falando que organiza e compartilha aquilo que percebeu.

Esses processos acontecem de maneira integrada.

MATERIAL CONCRETO E IMAGEM PODEM CAMINHAR JUNTOS

O recurso impresso não precisa substituir o concreto.

Ele pode funcionar como representação daquilo que foi explorado.

Primeiro tocamos no algodão.

Depois encontramos sua ficha.

Ou fazemos o caminho inverso.

Observamos a ficha e procuramos o material correspondente.

Essa correspondência entre imagem e objeto também é uma aprendizagem.

ATIVIDADE DE PAREAMENTO

Coloque algumas fichas de textura e materiais reais.

A criança deve colocar cada material próximo da imagem correspondente.

Depois pode tocar e comparar.

Também podemos esconder os materiais dentro de uma caixa e fazer um pequeno desafio sensorial.

A criança toca sem olhar.

Depois tenta encontrar a ficha que acredita corresponder àquilo que sentiu.

Essa adaptação precisa sempre considerar a segurança e o conforto das crianças.

CLASSIFICANDO TEXTURAS

Depois da exploração, podemos criar grupos.

“Quais parecem mais macios?”

“Quais parecem mais ásperos?”

Não é necessário buscar precisão científica absoluta.

O objetivo é perceber características e construir vocabulário.

A CIÊNCIA COMEÇA COM OBSERVAÇÃO

Quando falamos em ciência para crianças pequenas, às vezes imaginamos experiências elaboradas.

Mas a ciência também começa em ações muito simples.

Observar.

Perguntar.

Comparar.

Testar.

Registrar.

Contar para outra pessoa aquilo que descobriu.

O Laboratório de Investigação trabalha justamente essas atitudes.

CRIANDO UM PAINEL DE DESCOBERTAS

Depois da atividade, podemos montar um painel.

Título:

NOSSAS DESCOBERTAS

As crianças desenham ou o professor registra algumas falas.

“O algodão é macio.”

“A lixa arranha.”

“A colher de metal é lisa.”

O painel valoriza as descobertas do grupo.

OBSERVAR ANIMAIS COM ATENÇÃO

As fichas de animais também podem servir para trabalhar detalhes.

Em vez de perguntar apenas o nome, escolha uma imagem e pergunte:

“Quantas patas conseguimos ver?”

“Como é a cobertura do corpo?”

“Que cores aparecem?”

“Ele parece um animal grande ou pequeno?”

“Você acha que vive na água ou na terra?”

Não precisamos transformar tudo em conteúdo formal.

A observação já possui valor.

OBJETOS E TECNOLOGIA

Com as fichas de objetos, também podemos conversar sobre o uso dos objetos.

Se for um objeto tecnológico, por exemplo:

“Para que serve?”

“Quem costuma usar?”

“Precisamos de energia para funcionar?”

Tudo depende do elemento apresentado.

RESPEITANDO O TEMPO DE EXPLORAÇÃO

Uma criança pode querer tocar várias vezes no mesmo material.

Isso não significa que ela “não entendeu a atividade”.

Talvez justamente esteja investigando.

Pode apertar a esponja.

Passar o dedo na lixa.

Comparar tecido e algodão.

Permita esse tempo sempre que possível.

CUIDADOS COM SEGURANÇA

Materiais de textura precisam ser selecionados pelo adulto.

Use peças grandes.

Limpas.

Sem pontas.

Não utilize elementos que possam se desfazer facilmente em partes pequenas quando isso representar risco para a faixa etária.

A organização do professor é fundamental.

O PAPEL DA MEDIAÇÃO

O professor pode acrescentar palavras e perguntas, mas não precisa conduzir cada segundo.

Às vezes, observar silenciosamente aquilo que a criança faz revela muito.

Ela compara espontaneamente?

Agrupa?

Pergunta?

Mostra ao colega?

Essas ações oferecem pistas sobre o processo de aprendizagem.

UMA ATIVIDADE QUE UNE DIFERENTES CAMPOS DE EXPERIÊNCIA

Embora a proposta tenha forte relação com investigação e percepção sensorial, ela envolve também:

oralidade;

interação;

coordenação;

classificação;

representação;

desenho;

ampliação de vocabulário.

É uma experiência bastante integrada.

COMO REUTILIZAR

Depois de imprimir, as fichas podem ser guardadas por categorias.

Texturas.

Animais.

Objetos.

Em outro momento, podemos utilizar apenas um desses grupos.

Isso aumenta as possibilidades do material.

CRIANDO NOVAS INVESTIGAÇÕES

Depois de utilizar as fichas, a turma pode começar a procurar novos elementos.

“Que outras coisas macias encontramos?”

“Que outros objetos são feitos de metal?”

“Que animais conhecemos?”

O material se transforma em ponto de partida.

PARA QUE SERVE UM BOM RECURSO PEDAGÓGICO?

Um bom recurso não é aquele que mantém a criança ocupada por alguns minutos.

É aquele que provoca pensamento.

Que gera conversa.

Que pode ser utilizado de diferentes maneiras.

Que ajuda o professor a criar experiências.

Essa é a intenção do laboratório.

CONCLUSÃO

A infância é um período de descobertas constantes.

Aquilo que para nós é comum pode ser completamente novo para uma criança.

A textura da lixa.

A maciez do algodão.

O brilho de uma colher de metal.

As características de um animal.

A função de um objeto.

Quando oferecemos tempo e espaço para observar essas coisas, estamos valorizando a maneira como a criança aprende.

O Laboratório de Investigação – Texturas, Animais e Objetos é um convite para fazer justamente isso.

Observar.

Tocar.

Nomear.

Comparar.

Perguntar.

Descobrir.

Porque aprender sobre o mundo começa pelo desejo de conhecê-lo.

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