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ESTÚDIO ESPACIAL: DESENHO DIGITAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL

ESTÚDIO ESPACIAL: DESENHO DIGITAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Capa do post Estúdio Espacial com foto do recurso em uso
Jogo Estúdio Espacial — Professora Carolina Palhas. Composição de capa com apoio de inteligência artificial; fotografia original do jogo apresentada no artigo.

Uma linha pode virar um caminho, um conjunto de pontos pode fazer parte de um céu inventado e uma peça pode mudar toda a composição. O desenho digital na Educação Infantil ganha sentido quando a criança tem oportunidades de escolher, experimentar e explicar o que criou.

Sou a Professora Carolina Palhas e proponho que as ferramentas digitais entrem em diálogo com o desenho no papel, as montagens e as histórias da turma. O Estúdio Espacial reúne traços e elementos do espaço para criar cenários. A exploração não depende de áudio, o que permite organizar a atividade em computadores sem caixas de som.

Como funciona o Estúdio Espacial

A criança pode desenhar, escolher cores e espessuras de pincel e acrescentar peças à cena. Também pode movimentar elementos, alterar tamanhos, trazer uma peça à frente e retirar o que não deseja manter. Ao terminar, é possível salvar a composição como imagem.

Apresente a ferramenta de desenho e a ferramenta de mover em momentos distintos. Quando o modo de desenho está selecionado, arrastar pode produzir um traço. Quando a intenção é deslocar uma peça, é preciso utilizar o modo correspondente. Essa diferença pode ser investigada com a turma a partir do resultado de uma tentativa.

Comece com uma cor e um gesto livre. Depois, convide a criança a inserir uma peça e decidir onde ela ficará. Aumentar o número de ferramentas aos poucos ajuda a relacionar cada comando a uma intenção concreta, em vez de exigir a memorização de todos os botões antes de criar.

Desenho digital na Educação Infantil: a intenção vem antes do efeito

Uma composição não precisa ter muitos elementos para revelar escolhas. Pergunte o que a criança gostaria de acrescentar ou mudar. Ela pode decidir deixar uma área vazia, aumentar um planeta ou desenhar um caminho curto. A professora acompanha essas decisões sem transformar a atividade em uma cópia de seu próprio modelo.

Quando algo inesperado aparece, reserve um tempo para observar. “Você queria desenhar ou mover a peça?” ajuda a identificar a ferramenta necessária. Recomeçar pode ser útil, mas nem sempre é a melhor resposta: a criança também pode aproveitar um traço imprevisto como parte de sua criação.

Do papel à tela e da tela à exposição

Ofereça desenho com giz e lápis antes ou depois da atividade digital. Converse sobre diferenças percebidas: no papel, o gesto toca diretamente o suporte; com o mouse, a mão e o traço estão em lugares diferentes. Nenhum dos registros precisa substituir o outro.

Salve a criação e convide a criança a dar um título. Na Educação Infantil, ela pode ditar o nome; no 1º ano, escrever com os apoios necessários. A impressão pode compor uma exposição com uma pequena legenda sobre uma escolha feita durante o processo.

Como organizar um ateliê com poucos computadores

Monte estações com desenho em papel, colagem de peças e criação digital. Combine a troca de grupos para que o tempo de espera não ocupe a maior parte do encontro. Uma criança pode explicar uma ideia ao colega e depois assumir o mouse, com papéis alternados de forma previsível.

Inclua uma conversa sobre guardar o próprio trabalho. A professora pode demonstrar que salvar cria um arquivo e que limpar a tela modifica a composição em andamento. Antes de usar uma opção que apaga elementos, retome a intenção da criança e ofereça a oportunidade de salvar o que deseja conservar.

Foto do Estúdio Espacial com traço amarelo desenhado na tela e peças de planetas
Traços e elementos espaciais fazem parte da mesma composição. Foto do acervo da Professora Carolina Palhas localizada no Drive.

Como organizar um projeto a partir desta proposta

Escolha uma pergunta inicial, apresente os materiais e observe o que a turma já sabe fazer. Depois, proponha uma exploração acompanhada e reserve um momento para compartilhar as descobertas. O projeto pode acontecer em uma semana com a professora regente ou em encontros semanais de Educação Digital. A sequência deve respeitar a rotina da escola, não obrigar a criança a terminar tudo em um único dia.

Em uma aula de aproximadamente 50 minutos, uma possibilidade é reservar 5 minutos para acolhida, 10 para roda e demonstração, 25 para explorações em grupos e 10 para compartilhar e organizar os materiais. Adapte a distribuição conforme os deslocamentos e o envolvimento da turma. Se houver apenas um computador, prepare mesas com alternativas concretas relacionadas ao mesmo objetivo.

Para 20 crianças, grupos de quatro podem facilitar a circulação e a mediação. Combine funções e momentos de troca. Quem aguarda o mouse pode planejar com cartões, escolher materiais ou explicar uma ideia, sem ocupar o papel de observador durante toda a atividade. Registre quais grupos precisam continuar a experiência no próximo encontro.

Ciência, Wanda e participação de todos

Wanda Díaz-Merced pesquisa formas de analisar dados astronômicos por meio de sons. Sua trajetória permite conversar sobre mulheres na ciência e acesso à informação. Para apresentar o tema, explique que diferentes recursos podem ajudar pessoas a investigar e participar. O perfil da Royal Society oferece uma referência para a professora.

Você pode iniciar a roda com o vídeo selecionado para o trabalho sobre Wanda e inclusão. Assista previamente e escolha os trechos adequados à turma. Faça pausas para perguntas e diferencie a cientista real das narrativas e situações de faz de conta que acompanham as brincadeiras.

A inclusão aparece nas condições de participação: descrições orais, figuras ampliadas, contornos táteis, escolhas por apontar e movimentos adaptados. Não é necessário vendar os olhos para simular uma deficiência. Pergunte quais mudanças tornam a experiência mais compreensível e acessível às pessoas presentes. Óculos escuros e bengala não definem todas as pessoas cegas.

A interface do jogo é visual. Trabalhar inclusão no tema não significa que o recurso digital atende automaticamente a todas as necessidades de acessibilidade. Avalie a navegação com a turma, ofereça versões concretas e combine a mediação com os apoios da escola. Preserve uma ação significativa para cada criança, mesmo quando outra pessoa executa o clique.

20 atividades para ampliar o trabalho com Estúdio Espacial

As atividades abaixo são sugestões de aplicação e ampliação. Materiais físicos e os registros produzidos pela turma devem ser organizados pela escola. A professora pode selecionar poucas propostas, repeti-las e aumentar a complexidade conforme observa as respostas. Elas não representam fases adicionais incorporadas ao jogo.

1. Ateliê de traços no papel

Faixa etária: Pré-escola e 1º ano; Maternal com adaptação concreta e mediação. Objetivo: Ampliar repertório gráfico.

Materiais: Giz, lápis e folhas.

Desenvolvimento: Ofereça materiais variados e deixe a turma experimentar. Converse sobre movimentos escolhidos antes de apresentar o computador.

Adaptação: Use suportes amplos e materiais de boa preensão. Registro e avaliação: Guarde um registro inicial do repertório.

2. Linhas que fazem caminhos

Faixa etária: Pré-escola e 1º ano; Maternal com adaptação concreta e mediação. Objetivo: Explorar continuidade.

Materiais: Papel e lápis.

Desenvolvimento: Convide a desenhar um caminho e imaginar quem poderia passar por ele. Não exija um formato padronizado.

Adaptação: Trace no ar ou com o dedo antes. Registro e avaliação: Registre a intenção atribuída à linha.

3. Uma colagem que muda

Faixa etária: Pré-escola e 1º ano; Maternal com adaptação concreta e mediação. Objetivo: Experimentar composição reversível.

Materiais: Figuras grandes e base sem cola.

Desenvolvimento: Monte, observe e reorganize antes de fixar. Peça que a criança escolha a versão que quer manter.

Adaptação: Comece com duas peças. Registro e avaliação: Fotografe uma mudança e anote seu motivo.

4. História da linha viajante

Faixa etária: Pré-escola e 1º ano; Maternal com adaptação concreta e mediação. Objetivo: Relacionar narrativa e criação.

Materiais: História A linha que virou viagem.

Desenvolvimento: Leia e convide as crianças a imaginar outra descoberta para os personagens. Desenhe a ideia em papel.

Adaptação: Selecione um episódio no Maternal. Registro e avaliação: Registre a proposta narrativa da criança.

5. Conhecendo o pincel digital

Faixa etária: Pré-escola e 1º ano; Maternal com adaptação concreta e mediação. Objetivo: Relacionar ferramenta e gesto.

Materiais: Estúdio Espacial e computador.

Desenvolvimento: Escolha uma cor e faça um traço. Deixe a criança experimentar antes de apresentar outras ferramentas.

Adaptação: Apoie a escolha por apontar se necessário. Registro e avaliação: Observe como relaciona mouse e marca na tela.

6. Uma cor que eu escolhi

Faixa etária: Pré-escola e 1º ano; Maternal com adaptação concreta e mediação. Objetivo: Comunicar preferência e intenção.

Materiais: Paleta do jogo.

Desenvolvimento: Pergunte qual cor deseja usar e deixe criar. A preferência não precisa ter uma justificativa elaborada.

Adaptação: Ofereça duas opções visíveis no início. Registro e avaliação: Registre a escolha sem atribuir significado psicológico.

7. Traço fino, traço grosso

Faixa etária: Pré-escola e 1º ano; Maternal com adaptação concreta e mediação. Objetivo: Comparar efeitos visuais.

Materiais: Ferramenta de espessura e desenho.

Desenvolvimento: Mude a espessura mantendo a cor e compare os resultados. Convide a criança a escolher um efeito para sua composição.

Adaptação: Apresente dois extremos fáceis de distinguir. Registro e avaliação: Observe a relação entre ajuste e resultado.

8. Pontos no meu céu

Faixa etária: Pré-escola e 1º ano; Maternal com adaptação concreta e mediação. Objetivo: Explorar repetição gráfica livre.

Materiais: Pincel digital.

Desenvolvimento: Convide a criar pontos em uma área escolhida. Pergunte se quer aproximar, espalhar ou acrescentar outros traços.

Adaptação: Permita marcas amplas e ritmo próprio. Registro e avaliação: Guarde a imagem e uma decisão espacial.

9. Da linha ao personagem

Faixa etária: Pré-escola e 1º ano; Maternal com adaptação concreta e mediação. Objetivo: Criar uma narrativa visual.

Materiais: Cena com traços e peças.

Desenvolvimento: Depois de desenhar, convide a inserir um personagem que participe daquele cenário. Ouça a história que surge.

Adaptação: Use personagem de papel como apoio inicial. Registro e avaliação: Registre a relação entre desenho e peça.

10. Desenhar ou mover?

Faixa etária: Pré-escola e 1º ano; Maternal com adaptação concreta e mediação. Objetivo: Distinguir modos da interface.

Materiais: Jogo e duas intenções ilustradas.

Desenvolvimento: Demonstre o resultado de arrastar no modo desenho e no modo de mover. Pergunte qual ferramenta atende à intenção da criança.

Adaptação: Apresente um modo de cada vez. Registro e avaliação: Observe se seleciona ou solicita a ferramenta adequada.

11. Meu planeta muda de lugar

Faixa etária: Pré-escola e 1º ano; Maternal com adaptação concreta e mediação. Objetivo: Ajustar a composição.

Materiais: Peça inserida e modo de mover.

Desenvolvimento: Convide a posicionar um planeta em dois locais e escolher onde prefere. Preserve os traços já realizados.

Adaptação: Aceite indicação do local e movimento mediado. Registro e avaliação: Registre a comparação feita.

12. Tamanho como escolha artística

Faixa etária: Pré-escola e 1º ano; Maternal com adaptação concreta e mediação. Objetivo: Relacionar escala visual e destaque.

Materiais: Peça selecionada e ajustes do jogo.

Desenvolvimento: Aumente ou diminua uma peça conforme a proposta da criança. Explique que a composição não é um modelo astronômico em escala.

Adaptação: Use poucos ajustes e uma peça por vez. Registro e avaliação: Observe a intenção de dar ou retirar destaque.

13. Atrás e à frente

Faixa etária: Pré-escola e 1º ano; Maternal com adaptação concreta e mediação. Objetivo: Explorar sobreposição.

Materiais: Duas peças e desenhos.

Desenvolvimento: Sobreponha elementos e use trazer à frente. Converse sobre o que ficou visível, depois deixe a criança decidir.

Adaptação: Demonstre primeiro com cartões concretos. Registro e avaliação: Salve uma composição e a explicação correspondente.

14. Mudar de ideia faz parte

Faixa etária: Pré-escola e 1º ano; Maternal com adaptação concreta e mediação. Objetivo: Revisar uma produção.

Materiais: Cena em andamento.

Desenvolvimento: Pergunte se deseja manter, retirar ou modificar um elemento. Mostre a ação pertinente sem apagar toda a criação automaticamente.

Adaptação: Ofereça tempo de observação antes da decisão. Registro e avaliação: Registre uma revisão e o motivo indicado.

15. Espaço vazio também compõe

Faixa etária: Pré-escola e 1º ano; Maternal com adaptação concreta e mediação. Objetivo: Reconhecer escolhas de ocupação.

Materiais: Duas versões de uma montagem.

Desenvolvimento: Compare uma cena com áreas livres e outra mais preenchida. A criança escolhe como deseja organizar a própria imagem.

Adaptação: Evite tratar mais elementos como melhor produção. Registro e avaliação: Anote uma preferência e sua forma de comunicar.

16. Ateliê em dupla

Faixa etária: Pré-escola e 1º ano; Maternal com adaptação concreta e mediação. Objetivo: Compartilhar decisões e turnos.

Materiais: Computador e cartões de função.

Desenvolvimento: Uma criança sugere e outra desenha; depois trocam. Garanta que ambas tenham oportunidades de agir e decidir.

Adaptação: Reduza o tempo de cada turno conforme a turma. Registro e avaliação: Observe escuta, negociação e participação.

17. Salvar minha criação

Faixa etária: Pré-escola e 1º ano; Maternal com adaptação concreta e mediação. Objetivo: Reconhecer a finalidade do arquivo.

Materiais: Jogo e computador.

Desenvolvimento: Demonstre salvar e localizar a imagem. Converse sobre como poderá ser impressa e vista novamente em outro momento.

Adaptação: A professora conduz a parte técnica. Registro e avaliação: Registre se a criança identifica o trabalho salvo.

18. Uma legenda para a viagem

Faixa etária: Pré-escola e 1º ano; Maternal com adaptação concreta e mediação. Objetivo: Relacionar texto e imagem.

Materiais: Produção salva e papel.

Desenvolvimento: Peça uma frase que conte algo importante da cena. Registre por ditado ou escrita com apoio no 1º ano.

Adaptação: Use perguntas e banco de palavras. Registro e avaliação: Guarde a legenda e a intenção da criança.

19. Da tela para outra técnica

Faixa etária: Pré-escola e 1º ano; Maternal com adaptação concreta e mediação. Objetivo: Comparar meios de criação.

Materiais: Imagem impressa, papel e giz.

Desenvolvimento: Convide a criar uma nova versão inspirada na imagem digital, sem exigir cópia. Converse sobre diferenças percebidas nas ferramentas.

Adaptação: Permita colagem em vez de desenho. Registro e avaliação: Compare decisões, não a fidelidade entre versões.

20. Mostra do Estúdio Espacial

Faixa etária: Pré-escola e 1º ano; Maternal com adaptação concreta e mediação. Objetivo: Apresentar processos de criação.

Materiais: Impressões, títulos e registros.

Desenvolvimento: Organize a exposição e convide cada criança a mostrar uma escolha e uma tentativa. Inclua falas sobre o processo.

Adaptação: Aceite apresentação por gesto ou áudio mediado. Registro e avaliação: Reúna imagem final e observação sobre autonomia e apoio.

Planejamentos de cinco dias

As tabelas utilizam as propostas detalhadas acima como referência. Cada dia contém quatro atividades. Na aula semanal de tecnologia, distribua os cinco dias em cinco encontros. Na rotina com a regente, mantenha espaços de brincadeira livre, cuidados e outras experiências além do projeto.

Educação Infantil: Maternal e Pré-escola

Dia e tema Objetivos Quatro atividades Materiais Desenvolvimento Campos de experiência BNCC: códigos das sínteses abaixo Adaptação para Maternal Adaptação para Pré-escola Observação e avaliação
Segunda-feira — Linhas e histórias Ampliar o repertório antes da tela. 1. Ateliê de traços no papel (atividade 1).
2. Linhas que fazem caminhos (atividade 2).
3. Uma colagem que muda (atividade 3).
4. História da linha viajante (atividade 4).
Giz, lápis e folhas. Papel e lápis. Figuras grandes e base sem cola. História A linha que virou viagem. Explore materiais no papel, invente caminhos e reorganize colagens. Leia a história e converse sobre o que uma linha pode representar. Corpo, gestos e movimentos; Escuta, fala, pensamento e imaginação. Traços, sons, cores e formas. EI02CG05, EI02EF01 / EI03TS02, EI03EF01 Maternal: priorizar manipulação concreta, uma ação de cada vez e participação por gesto. A professora conduz os recursos digitais, quando pertinentes. Pré-escola: ampliar escolhas e pedir que explique uma ação; usar duas ou três etapas, sem exigir leitura convencional. Registrar uma escolha, a ação observada e o apoio oferecido. Retomar uma dificuldade em outro encontro, sem comparação entre crianças.
Terça-feira — Ferramentas de desenho Experimentar cor, espessura e gesto digital. 1. Conhecendo o pincel digital (atividade 5).
2. Uma cor que eu escolhi (atividade 6).
3. Traço fino, traço grosso (atividade 7).
4. Pontos no meu céu (atividade 8).
Estúdio Espacial e computador. Paleta do jogo. Ferramenta de espessura e desenho. Pincel digital. Apresente um controle por vez. Faça comparações visíveis de espessura, oferecendo tempo para a criança decidir como quer compor. Corpo, gestos e movimentos; Escuta, fala, pensamento e imaginação. Traços, sons, cores e formas. EI02CG05 / EI03TS02, EI03CO02 Maternal: priorizar manipulação concreta, uma ação de cada vez e participação por gesto. A professora conduz os recursos digitais, quando pertinentes. Pré-escola: ampliar escolhas e pedir que explique uma ação; usar duas ou três etapas, sem exigir leitura convencional. Registrar uma escolha, a ação observada e o apoio oferecido. Retomar uma dificuldade em outro encontro, sem comparação entre crianças.
Quarta-feira — Combinar desenho e peças Relacionar modos da interface às intenções. 1. Da linha ao personagem (atividade 9).
2. Desenhar ou mover? (atividade 10).
3. Meu planeta muda de lugar (atividade 11).
4. Tamanho como escolha artística (atividade 12).
Cena com traços e peças. Jogo e duas intenções ilustradas. Peça inserida e modo de mover. Peça selecionada e ajustes do jogo. Acrescente personagens aos traços e demonstre a diferença entre desenhar e mover. Ajuste posição e tamanho com uma finalidade escolhida. Corpo, gestos e movimentos; Escuta, fala, pensamento e imaginação. Traços, sons, cores e formas. EI02CG05 / EI03TS02, EI03CO02 Maternal: priorizar manipulação concreta, uma ação de cada vez e participação por gesto. A professora conduz os recursos digitais, quando pertinentes. Pré-escola: ampliar escolhas e pedir que explique uma ação; usar duas ou três etapas, sem exigir leitura convencional. Registrar uma escolha, a ação observada e o apoio oferecido. Retomar uma dificuldade em outro encontro, sem comparação entre crianças.
Quinta-feira — Reorganizar a criação Revisar escolhas e colaborar. 1. Atrás e à frente (atividade 13).
2. Mudar de ideia faz parte (atividade 14).
3. Espaço vazio também compõe (atividade 15).
4. Ateliê em dupla (atividade 16).
Duas peças e desenhos. Cena em andamento. Duas versões de uma montagem. Computador e cartões de função. Experimente sobrepor, retirar e preservar áreas vazias. Alterne os papéis em dupla para garantir decisões de ambos os participantes. Corpo, gestos e movimentos; Escuta, fala, pensamento e imaginação. Traços, sons, cores e formas. EI02EF01 / EI03TS02, EI03EF01 Maternal: priorizar manipulação concreta, uma ação de cada vez e participação por gesto. A professora conduz os recursos digitais, quando pertinentes. Pré-escola: ampliar escolhas e pedir que explique uma ação; usar duas ou três etapas, sem exigir leitura convencional. Registrar uma escolha, a ação observada e o apoio oferecido. Retomar uma dificuldade em outro encontro, sem comparação entre crianças.
Sexta-feira — Da tela à exposição Guardar e comunicar o processo. 1. Salvar minha criação (atividade 17).
2. Uma legenda para a viagem (atividade 18).
3. Da tela para outra técnica (atividade 19).
4. Mostra do Estúdio Espacial (atividade 20).
Jogo e computador. Produção salva e papel. Imagem impressa, papel e giz. Impressões, títulos e registros. Salve as imagens, produza legendas e crie outra versão no papel. Monte uma mostra que apresente escolhas e tentativas. Corpo, gestos e movimentos; Escuta, fala, pensamento e imaginação. Traços, sons, cores e formas. EI02EF01, EI02CG05 / EI03EF01, EI03TS02 Maternal: priorizar manipulação concreta, uma ação de cada vez e participação por gesto. A professora conduz os recursos digitais, quando pertinentes. Pré-escola: ampliar escolhas e pedir que explique uma ação; usar duas ou três etapas, sem exigir leitura convencional. Registrar uma escolha, a ação observada e o apoio oferecido. Retomar uma dificuldade em outro encontro, sem comparação entre crianças.

1º ano: exploração, registro e alfabetização

Dia e tema Objetivos Quatro atividades Componentes Materiais Desenvolvimento BNCC: códigos das sínteses abaixo Níveis de alfabetização Registro Avaliação
Segunda-feira — Linhas e histórias Ampliar o repertório antes da tela. 1. Ateliê de traços no papel.
2. Linhas que fazem caminhos.
3. Uma colagem que muda.
4. Lista de perguntas da turma.
Língua Portuguesa; criação artística integrada à proposta. Giz, lápis e folhas. Papel e lápis. Figuras grandes e base sem cola. História A linha que virou viagem. Papel e recursos de escrita. Explore materiais no papel, invente caminhos e reorganize colagens. Leia a história e converse sobre o que uma linha pode representar. Concluir com lista de perguntas da turma, definindo para quem e para que o texto será produzido. EF01LP17, EF01LP02 Escrita inicial: ditar, usar figuras e letras móveis. Escrita mais autônoma: produzir frase e participar da revisão com a professora. Manter a mesma intenção comunicativa. Guardar produção e texto com data; anotar a explicação oral quando houver. Observar a estratégia, a relação entre texto e produção e a revisão feita com apoio.
Terça-feira — Ferramentas de desenho Experimentar cor, espessura e gesto digital. 1. Conhecendo o pincel digital.
2. Uma cor que eu escolhi.
3. Traço fino, traço grosso.
4. Legenda de um registro.
Língua Portuguesa; criação artística integrada à proposta. Estúdio Espacial e computador. Paleta do jogo. Ferramenta de espessura e desenho. Pincel digital. Papel e recursos de escrita. Apresente um controle por vez. Faça comparações visíveis de espessura, oferecendo tempo para a criança decidir como quer compor. Concluir com legenda de um registro, definindo para quem e para que o texto será produzido. EF01LP17, EF01LP02 Escrita inicial: ditar, usar figuras e letras móveis. Escrita mais autônoma: produzir frase e participar da revisão com a professora. Manter a mesma intenção comunicativa. Guardar produção e texto com data; anotar a explicação oral quando houver. Observar a estratégia, a relação entre texto e produção e a revisão feita com apoio.
Quarta-feira — Combinar desenho e peças Relacionar modos da interface às intenções. 1. Da linha ao personagem.
2. Desenhar ou mover?.
3. Meu planeta muda de lugar.
4. Instruções coletivas da brincadeira.
Língua Portuguesa e Computação, ao explicitar os passos da tarefa. Cena com traços e peças. Jogo e duas intenções ilustradas. Peça inserida e modo de mover. Peça selecionada e ajustes do jogo. Papel e recursos de escrita. Acrescente personagens aos traços e demonstre a diferença entre desenhar e mover. Ajuste posição e tamanho com uma finalidade escolhida. Concluir com instruções coletivas da brincadeira, definindo para quem e para que o texto será produzido. EF01LP17, EF01LP02, EF01CO02 Escrita inicial: ditar, usar figuras e letras móveis. Escrita mais autônoma: produzir frase e participar da revisão com a professora. Manter a mesma intenção comunicativa. Guardar produção e texto com data; anotar a explicação oral quando houver. Observar a estratégia, a relação entre texto e produção e a revisão feita com apoio.
Quinta-feira — Reorganizar a criação Revisar escolhas e colaborar. 1. Atrás e à frente.
2. Mudar de ideia faz parte.
3. Espaço vazio também compõe.
4. Frase sobre uma tentativa.
Língua Portuguesa e Computação, ao explicitar os passos da tarefa. Duas peças e desenhos. Cena em andamento. Duas versões de uma montagem. Computador e cartões de função. Papel e recursos de escrita. Experimente sobrepor, retirar e preservar áreas vazias. Alterne os papéis em dupla para garantir decisões de ambos os participantes. Concluir com frase sobre uma tentativa, definindo para quem e para que o texto será produzido. EF01LP17, EF01LP02, EF01CO02 Escrita inicial: ditar, usar figuras e letras móveis. Escrita mais autônoma: produzir frase e participar da revisão com a professora. Manter a mesma intenção comunicativa. Guardar produção e texto com data; anotar a explicação oral quando houver. Observar a estratégia, a relação entre texto e produção e a revisão feita com apoio.
Sexta-feira — Da tela à exposição Guardar e comunicar o processo. 1. Salvar minha criação.
2. Uma legenda para a viagem.
3. Da tela para outra técnica.
4. Convite e legendas para a mostra.
Língua Portuguesa; criação artística integrada à proposta. Jogo e computador. Produção salva e papel. Imagem impressa, papel e giz. Impressões, títulos e registros. Papel e recursos de escrita. Salve as imagens, produza legendas e crie outra versão no papel. Monte uma mostra que apresente escolhas e tentativas. Concluir com convite e legendas para a mostra, definindo para quem e para que o texto será produzido. EF01LP17, EF01LP02 Escrita inicial: ditar, usar figuras e letras móveis. Escrita mais autônoma: produzir frase e participar da revisão com a professora. Manter a mesma intenção comunicativa. Guardar produção e texto com data; anotar a explicação oral quando houver. Observar a estratégia, a relação entre texto e produção e a revisão feita com apoio.

BNCC: referências para o planejamento

Os códigos das tabelas remetem à BNCC da Educação Infantil e do Ensino Fundamental e ao Complemento de Computação. A seguir estão sínteses das descrições, não transcrições literais. A articulação com cada proposta é uma escolha pedagógica, a ser ajustada ao currículo da rede.

  • EI02CG05: ampliar habilidades manuais.
  • EI02EF01: dialogar e comunicar opiniões.
  • EI03TS02: expressar-se por produções artísticas.
  • EI03EF01: comunicar vivências em diferentes linguagens.
  • EI03CO02: explicar etapas com clareza e ordem.
  • EF01LP17: produzir textos cotidianos com colaboração.
  • EF01LP02: escrever relacionando letras e sons.
  • EF01CO02: seguir passos para solucionar problemas.

EI02 corresponde a crianças bem pequenas, e EI03 a crianças pequenas. Como o nome Maternal varia entre redes, considere a idade efetiva da turma. Os códigos de Computação EI03 não são usados como exigência para o Maternal. Em Computação, os eixos são Pensamento Computacional, Mundo Digital e Cultura Digital; o uso de um computador por si só não demonstra a aprendizagem de todos os eixos.

História infantil: A linha que virou viagem

A história a seguir é original e apresenta personagens fictícios. Use a narrativa para conversar e criar, sem atribuir acontecimentos imaginários à trajetória de Wanda.

História ilustrada A linha que virou viagem. O texto completo está transcrito logo abaixo.
História criada por Professora Carolina Palhas; ilustração produzida com apoio de inteligência artificial.

Texto completo

Bia escolheu um pincel roxo e desenhou uma linha na tela.

— Parece um caminho! — disse Ravi.

Ela acrescentou um planeta e um foguete. Quando quis mover a peça, apareceu outro traço.

A professora ajudou Bia a escolher a ferramenta de mover. Ela tentou novamente, e o foguete mudou de lugar.

Ravi sugeriu uma estrela. Bia deixou um espaço livre para ela.

Os dois olharam a criação e inventaram uma viagem que passava por curvas coloridas.

Antes de terminar, salvaram a imagem.

No dia seguinte, o desenho estava impresso na exposição. Aquela linha guardava escolhas, tentativas e uma história para contar.

Cinco perguntas para conversar

  1. Qual cor Bia escolheu?
  2. O que aconteceu quando ela tentou mover a peça?
  3. Qual ferramenta ajudou a resolver?
  4. O que Ravi sugeriu acrescentar?
  5. Por que salvaram a imagem?

Arte: crie uma produção inspirada em uma cena, usando desenho e materiais grandes. Reconto: organize três imagens para lembrar o início, uma mudança e o final. Registro: na Educação Infantil, acolha desenho e fala ditada; no 1º ano, acrescente uma legenda ou frase com os apoios necessários.

Brincadeira cantada para acompanhar o projeto

Uma linha roxa começa a passear,
Um planeta grande eu vou acrescentar.
Escolho a ferramenta, posso transformar,
Guardo minha ideia para compartilhar!

Desenha, organiza, inventa uma cor,
Cada criação tem seu próprio valor!

A letra é original e pode receber uma melodia criada pela professora com a turma. Use pulsação leve em dois tempos: cante a estrofe, repita o refrão e faça uma pausa para os gestos. Repita a sequência duas vezes, ajustando o andamento para uma duração próxima de um minuto.

Desenhe uma curva no ar, escolha uma cor imaginária e faça um gesto de guardar a criação. Os gestos podem ser feitos sentados ou substituídos por olhar, expressão e comunicação alternativa. Utilize a canção para retomar uma ideia ou encerrar uma rodada; a música é uma extensão da proposta, não uma função incluída no jogo.

Como observar, registrar e envolver as famílias

A avaliação acompanha as escolhas e as tentativas. Observe o que a criança faz sozinha, o que consegue realizar com uma pista e quais situações pedem outro tipo de apoio. Evite classificar produções apenas pela aparência ou pelo tempo gasto. Uma solução diferente pode revelar uma intenção que precisa ser escutada.

Use uma ficha breve: data, proposta, ação observada, apoio oferecido e próxima intervenção. Por exemplo: “Escolheu um elemento e apontou onde queria colocá-lo. Depois de uma demonstração, tentou realizar o movimento”. A anotação descreve o processo sem transformar a observação em diagnóstico.

Guarde uma produção inicial e uma posterior, acompanhadas pela explicação da criança. Fotografias de materiais e telas podem documentar o trabalho sem expor rostos. Para divulgar produções e informações pessoais, siga os procedimentos da escola. Na exposição, inclua falas, escolhas e revisões, não apenas a versão final.

Uma participação possível em casa

Proponha que a criança mostre uma criação e conte uma escolha feita. A família pode responder com uma pergunta sobre o processo, sem avaliar se ficou bonito ou parecido com um modelo. A proposta para casa deve respeitar diferentes rotinas e condições de acesso. Ofereça uma alternativa que possa ser realizada na própria escola, para que nenhuma criança dependa da disponibilidade familiar para participar do projeto.

Como acessar o jogo e preparar a aula

A versão online abre no navegador com internet, sem baixar o jogo. Para uma escola sem conexão, utilize a versão offline: faça o download previamente, extraia o ZIP para uma pasta do computador e abra o arquivo HTML. Teste uma rodada sem internet antes de levar o material à turma. O QR code de acesso online precisa de conexão.

Prefira preparar a experiência em computador com mouse e conferir os controles no equipamento que será utilizado. O guia do produto reúne as orientações de acesso. O Google Drive pode guardar e compartilhar o arquivo, mas um HTML armazenado no Drive não se transforma automaticamente em uma página jogável dentro da visualização do serviço.

O que acompanha o material?

O produto Estúdio Espacial corresponde ao jogo digital e ao guia em PDF com orientações, link e QR code. As atividades, planejamentos e narrativas deste artigo são sugestões de uso e ampliação. Computador, papel, impressão, blocos e outros materiais físicos devem ser providenciados pela escola. Confira a descrição do produto escolhido antes da compra.

O jogo precisa de som?

Não. A proposta combina desenho e montagem e não depende de áudio.

Por que aparece um traço quando tento mover?

Confira o modo selecionado. A ferramenta de desenhar e a de movimentar peças têm funções diferentes.

Posso salvar e imprimir?

Sim. Salve a composição como imagem e organize a impressão a partir desse arquivo.

A criança precisa copiar um modelo?

Não. O foco está em experimentar ferramentas e criar uma composição própria, com mediação quando necessário.

Leve Estúdio Espacial para o seu planejamento

Uma experiência significativa começa com o objetivo da professora e ganha forma nas ações das crianças. Use o recurso para abrir espaço a escolhas, tentativas e conversas. As possibilidades de aprendizagem aparecem no modo como a turma participa, nos apoios oferecidos e nas novas perguntas que surgem durante o processo.

Conheça outros materiais na loja da Professora Carolina Palhas e acompanhe propostas no blog. Para solicitar este recurso, informe o nome Estúdio Espacial.