MÁSCARAS DO FOLCLORE BRASILEIRO – 6 PERSONAGENS COLORIDOS E PARA COLORIR

 

MÁSCARAS DO FOLCLORE BRASILEIRO: ATIVIDADES LÚDICAS, PLANEJAMENTO SEMANAL E RECURSO PARA IMPRIMIR

Título SEO: Máscaras do Folclore Brasileiro para Imprimir e Colorir

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MÁSCARAS DO FOLCLORE BRASILEIRO PARA APRENDER, CRIAR E BRINCAR

Trabalhar o folclore brasileiro na Educação Infantil é uma oportunidade de aproximar as crianças das histórias, das brincadeiras, das músicas e dos personagens que fazem parte da nossa cultura popular.

Quando apresentamos figuras como Saci, Curupira, Iara, Cuca, Boitatá e Lobisomem, não estamos apenas contando histórias antigas. Estamos ajudando as crianças a conhecerem diferentes formas de explicar o mundo, reconhecerem elementos da cultura brasileira e ampliarem seu repertório de narrativas.

As máscaras do folclore brasileiro tornam esse trabalho ainda mais envolvente. A criança pode observar, escolher, pintar, recortar, vestir, interpretar e criar novas histórias. O material deixa de ser apenas uma imagem impressa e passa a fazer parte de uma experiência de aprendizagem.

Na Educação Infantil, o brincar precisa ocupar um lugar central. É brincando que as crianças experimentam papéis, comunicam ideias, desenvolvem movimentos, criam hipóteses, expressam sentimentos e estabelecem relações com os colegas.

Uma simples máscara pode dar início a uma roda de conversa, uma atividade artística, uma brincadeira de adivinhação, uma apresentação teatral ou uma história inventada coletivamente. O mesmo recurso pode ser utilizado de diferentes maneiras durante toda a semana.

O professor não precisa apresentar todos os personagens de uma única vez. É possível organizar uma experiência por dia, respeitando o interesse, o tempo de participação e as características da turma.

POR QUE TRABALHAR O FOLCLORE NA EDUCAÇÃO INFANTIL?

O folclore reúne saberes, histórias, festas, músicas, brincadeiras, lendas, danças, comidas, costumes e formas de expressão transmitidas entre diferentes gerações.

Ao explorar esse tema, o professor contribui para que as crianças conheçam parte da diversidade cultural existente no Brasil. Esse trabalho também abre espaço para conversar sobre as histórias que as famílias conhecem, as brincadeiras da comunidade e as diferentes versões de uma mesma lenda.

É importante apresentar o folclore como uma manifestação cultural viva. Ele não deve aparecer somente como uma atividade isolada no mês de agosto. Muitas cantigas, parlendas, brincadeiras, festas e histórias populares fazem parte da rotina das crianças ao longo do ano.

Entre os principais benefícios desse trabalho estão:

  • Ampliação do repertório cultural;
  • Desenvolvimento da oralidade;
  • Estímulo à imaginação e à criatividade;
  • Incentivo à expressão corporal;
  • Desenvolvimento da coordenação motora fina;
  • Fortalecimento das interações entre as crianças;
  • Aproximação entre escola, família e comunidade;
  • Valorização das diferentes manifestações culturais;
  • Criação de situações significativas de leitura e reconto;
  • Participação em brincadeiras de faz de conta e dramatização.

As máscaras funcionam como um convite para a participação. Algumas crianças gostam de falar e representar diante do grupo. Outras preferem observar, pintar ou manipular o material antes de entrar na brincadeira. Todas essas formas de participação precisam ser acolhidas.

A proposta não deve obrigar a criança a usar a máscara. Ela pode segurar o personagem, utilizá-lo como fantoche, colocá-lo sobre um suporte ou participar da história produzindo sons e movimentos. Assim, cada criança encontra uma maneira confortável de fazer parte da experiência.

CONHEÇA OS SEIS PERSONAGENS DO MATERIAL

O arquivo pedagógico apresenta seis personagens conhecidos do folclore brasileiro.

SACI

O Saci costuma ser representado como um menino de uma perna só, usando uma carapuça vermelha. Ele é conhecido por suas travessuras e por aparecer em muitas histórias populares.

Com esse personagem, o professor pode explorar movimentos corporais, brincadeiras de equilíbrio, sequências de ações e histórias divertidas.

CURUPIRA

O Curupira é conhecido como um protetor das florestas e dos animais. Uma de suas principais características são os pés virados para trás.

A apresentação desse personagem pode abrir uma conversa importante sobre o cuidado com a natureza, a preservação das florestas e o respeito aos animais.

IARA

A Iara aparece em muitas narrativas como uma personagem ligada aos rios e às águas. Suas histórias podem variar conforme a região e a versão apresentada.

Esse é um ótimo ponto de partida para conversar sobre os rios, os animais aquáticos, a importância da água e as diferentes maneiras de contar uma história.

CUCA

A Cuca é uma personagem bastante conhecida pelas crianças. Em algumas narrativas, ela é apresentada como uma figura misteriosa. Em outras, ganha características mais engraçadas e divertidas.

Ao trabalhar com a Cuca, é importante evitar abordagens que provoquem medo. A personagem pode participar de histórias criativas, brincadeiras de faz de conta e situações imaginárias adequadas à faixa etária.

BOITATÁ

O Boitatá é associado ao fogo e à proteção das florestas. Geralmente, aparece representado como uma serpente iluminada.

O personagem possibilita conversas sobre a natureza, os cuidados com o fogo e a importância de proteger os espaços naturais.

LOBISOMEM

O Lobisomem aparece em diferentes histórias e versões da cultura popular. Para as crianças pequenas, ele pode ser apresentado de maneira lúdica e sem cenas assustadoras.

Uma proposta interessante é perguntar: “Como seria um Lobisomem que frequentasse a nossa escola?”. A partir dessa pergunta, a turma pode imaginar suas roupas, seus gostos, suas brincadeiras e até sua rotina.

O QUE ESTÁ INCLUÍDO NO ARQUIVO?

O material foi preparado para facilitar o planejamento do professor e ampliar as possibilidades de uso em sala de aula.

O arquivo contém:

  • 6 máscaras coloridas;
  • 6 máscaras em preto e branco para colorir;
  • Saci, Curupira, Iara, Cuca, Boitatá e Lobisomem;
  • Orientações para montagem;
  • Objetivos pedagógicos;
  • Sugestões de utilização;
  • Arquivo digital em PDF;
  • 16 páginas;
  • Material pronto para imprimir, recortar e brincar.

As versões coloridas são excelentes para atividades rápidas, dramatizações, cantinhos temáticos, contações de histórias e brincadeiras coletivas.

As versões em preto e branco permitem que cada criança personalize sua máscara. A turma pode experimentar diferentes combinações de cores, materiais e texturas, sem a obrigação de copiar as cores da versão pronta.

Essa liberdade é muito importante. Não existe problema se uma criança criar uma Iara com cabelos cor-de-rosa, um Curupira azul ou um Lobisomem cheio de bolinhas coloridas. A versão ilustrada pode ser apresentada como referência, mas a produção infantil precisa conservar espaço para escolhas e autoria.

COMO MONTAR AS MÁSCARAS DO FOLCLORE

A preparação é simples e pode ser adaptada aos materiais disponíveis na escola.

Materiais necessários

  • Arquivo impresso;
  • Papel de maior gramatura ou cartolina;
  • Lápis de cor, giz de cera ou canetinhas;
  • Tesoura;
  • Cola;
  • Furador;
  • Elástico macio, barbante ou fita;
  • Palito de madeira, caso a máscara seja usada com suporte.

Passo a passo

  1. Imprima as páginas desejadas.
  2. Para deixar a máscara mais firme, utilize papel de maior gramatura ou cole a impressão sobre uma cartolina.
  3. Se escolher a versão em preto e branco, deixe a criança colorir antes do recorte.
  4. Recorte a máscara pelo contorno externo.
  5. Abra cuidadosamente os espaços dos olhos. Essa etapa deve ser realizada ou acompanhada por um adulto.
  6. Faça pequenos furos nas abas laterais.
  7. Prenda um elástico macio, uma fita ou um barbante.
  8. Ajuste o tamanho sem apertar o rosto da criança.

Outra possibilidade é colar um palito na parte inferior ou lateral da máscara. Dessa forma, a criança poderá segurá-la diante do rosto sem precisar utilizar elástico.

O uso de tesoura, furador e elástico deve ser sempre acompanhado por um adulto. Também é importante verificar se o material está confortável e se não possui pontas que possam machucar.

OBJETIVOS PEDAGÓGICOS

As atividades com as máscaras podem ser organizadas para:

  • Conhecer personagens do folclore brasileiro;
  • Valorizar manifestações da cultura popular;
  • Ampliar o repertório de histórias e lendas;
  • Estimular a oralidade e a escuta;
  • Desenvolver a imaginação;
  • Participar de brincadeiras de faz de conta;
  • Criar personagens e narrativas;
  • Expressar ideias, sentimentos e preferências;
  • Desenvolver movimentos corporais;
  • Aprimorar habilidades manuais;
  • Explorar cores, linhas, formas e texturas;
  • Participar de situações coletivas;
  • Respeitar diferentes formas de expressão;
  • Desenvolver autonomia durante as escolhas;
  • Compartilhar materiais e espaços.

CAMPOS DE EXPERIÊNCIAS E BNCC

Este planejamento foi organizado principalmente para crianças pequenas, de 4 anos a 5 anos e 11 meses.

A proposta dialoga com os cinco campos de experiências da Educação Infantil:

  • O eu, o outro e o nós;
  • Corpo, gestos e movimentos;
  • Traços, sons, cores e formas;
  • Escuta, fala, pensamento e imaginação;
  • Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações.

Entre os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento que podem ser explorados estão:

EI03EO03: ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.

EI03EO04: comunicar ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos.

EI03EO06: manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de vida.

EI03CG01: criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções.

EI03CG03: criar movimentos, gestos, olhares e mímicas em brincadeiras, jogos e atividades artísticas.

EI03CG05: coordenar as habilidades manuais em diferentes situações.

EI03TS02: expressar-se por meio do desenho, da pintura, da colagem, da dobradura e de outras produções.

EI03EF01: expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências utilizando diferentes formas de expressão.

EI03EF04: recontar histórias e planejar coletivamente roteiros de encenações, definindo personagens e cenários.

EI03EF06: produzir histórias orais e escritas em situações com função social significativa.

A própria BNCC destaca a importância das interações, das brincadeiras, da diversidade cultural e da ampliação das experiências na Educação Infantil. Os códigos e campos podem ser consultados no documento oficial do Ministério da Educação.

PLANEJAMENTO SEMANAL SOBRE O FOLCLORE BRASILEIRO

A seguir, você encontrará uma sugestão completa para cinco dias. São quatro experiências por dia, totalizando vinte propostas.

O planejamento pode ser ajustado conforme a faixa etária, o tempo disponível e as necessidades da turma.

SEGUNDA-FEIRA: DESCOBRINDO O FOLCLORE

ATIVIDADE 1 – RODA DE CONVERSA: O QUE É FOLCLORE?

Organize as crianças em roda e apresente algumas imagens de brincadeiras, cantigas, festas, histórias e personagens populares. Pergunte o que elas reconhecem e se alguém da família já contou alguma dessas histórias.

Registre as falas em um cartaz. Esse registro poderá ser retomado no final da semana.

Campos de experiências: O eu, o outro e o nós; Escuta, fala, pensamento e imaginação.

Objetivos da BNCC: EI03EO04, EI03EO06, EI03EF01.

ATIVIDADE 2 – CAIXA SURPRESA DOS PERSONAGENS

Coloque dentro de uma caixa as seis máscaras coloridas. Retire uma de cada vez, deixando que as crianças observem os detalhes e tentem descobrir quem é.

Depois de revelar o personagem, apresente algumas de suas características sem transformar a conversa em uma explicação longa. Escute o que a turma já sabe.

Campos de experiências: Escuta, fala, pensamento e imaginação; Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações.

Objetivos da BNCC: EI03EF01, EI03EO06.

ATIVIDADE 3 – ESCOLHA DA MÁSCARA

Espalhe as versões coloridas sobre uma mesa e convide cada criança a escolher a que mais chamou sua atenção.

Pergunte por que ela fez aquela escolha. Valorize respostas simples, como “gostei da cor”, “achei engraçado” ou “eu conheço essa história”.

Campos de experiências: O eu, o outro e o nós; Escuta, fala, pensamento e imaginação.

Objetivos da BNCC: EI03EO04, EI03EF01.

ATIVIDADE 4 – MOVIMENTO DOS PERSONAGENS

Convide as crianças a imaginar como cada personagem se movimentaria. Como o Curupira andaria? Como o Boitatá passaria pela floresta? Como a Iara nadaria? Como o Lobisomem chegaria à escola?

Não determine um único movimento correto. Permita que as crianças experimentem diferentes gestos.

Campos de experiências: Corpo, gestos e movimentos.

Objetivos da BNCC: EI03CG01, EI03CG03.

TERÇA-FEIRA: CONHECENDO AS HISTÓRIAS

ATIVIDADE 1 – CONTAÇÃO DE HISTÓRIA

Escolha uma lenda adequada à faixa etária e conte para a turma utilizando a máscara do personagem principal.

Use mudanças na voz, gestos e pausas. Evite descrições assustadoras e adapte a narrativa para preservar um ambiente acolhedor.

Campos de experiências: Escuta, fala, pensamento e imaginação.

Objetivos da BNCC: EI03EF04, EI03EF01.

ATIVIDADE 2 – QUAL PERSONAGEM APARECEU?

Coloque as máscaras no centro da roda. Após a história, peça que as crianças encontrem o personagem que apareceu na narrativa.

Converse sobre suas características, suas ações e o lugar onde a história aconteceu.

Campos de experiências: Escuta, fala, pensamento e imaginação; Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações.

Objetivos da BNCC: EI03EF04, EI03EO04.

ATIVIDADE 3 – ORGANIZANDO A HISTÓRIA

Apresente três ou quatro imagens com os principais acontecimentos da história. Convide a turma a organizá-las na sequência que considerar correta.

Permita que as crianças expliquem suas escolhas e reorganizem as cenas durante a conversa.

Campos de experiências: Escuta, fala, pensamento e imaginação; Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações.

Objetivos da BNCC: EI03EF04, EI03EF01.

ATIVIDADE 4 – RECONTO COM A MÁSCARA

Uma criança ou um pequeno grupo poderá segurar a máscara enquanto reconta uma parte da história.

O professor pode ajudar com perguntas: “O que aconteceu primeiro?”, “Quem apareceu depois?” e “Como a história terminou?”.

Campos de experiências: Escuta, fala, pensamento e imaginação; Corpo, gestos e movimentos.

Objetivos da BNCC: EI03EF04, EI03CG03, EI03EO03.

QUARTA-FEIRA: CRIANDO E PERSONALIZANDO AS MÁSCARAS

ATIVIDADE 1 – OBSERVAÇÃO DAS CORES E FORMAS

Apresente as máscaras coloridas e converse sobre seus elementos visuais. Quais cores aparecem? Qual personagem tem cabelos diferentes? Quais possuem orelhas, laços, estrelas, fogo ou gorro?

Essa observação servirá como inspiração, e não como um modelo obrigatório.

Campos de experiências: Traços, sons, cores e formas; Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações.

Objetivos da BNCC: EI03TS02, EI03EF01.

ATIVIDADE 2 – PINTURA DA MÁSCARA

Entregue as versões em preto e branco e disponibilize lápis de cor, canetinhas ou giz de cera.

Deixe que cada criança selecione as cores e personalize seu personagem. Durante o processo, converse sobre as escolhas feitas.

Campos de experiências: Traços, sons, cores e formas.

Objetivos da BNCC: EI03TS02, EI03CG05.

ATIVIDADE 3 – COLAGEM DE TEXTURAS

Disponibilize pequenos pedaços de papel, lã, tecido, lantejoulas grandes, folhas secas ou outros materiais seguros.

As crianças podem acrescentar detalhes às máscaras. A lã pode formar cabelos, o papel pode criar escamas e as folhas podem decorar o Curupira.

Campos de experiências: Traços, sons, cores e formas.

Objetivos da BNCC: EI03TS02, EI03CG05.

ATIVIDADE 4 – MONTAGEM DAS MÁSCARAS

Com acompanhamento de um adulto, recorte as máscaras, abra os olhos e coloque elástico, fita ou palito.

As crianças podem participar de etapas seguras, como passar cola, escolher o elástico e organizar as máscaras prontas.

Campos de experiências: Corpo, gestos e movimentos; Traços, sons, cores e formas.

Objetivos da BNCC: EI03CG05, EI03EO03.

QUINTA-FEIRA: BRINCADEIRAS E DRAMATIZAÇÕES

ATIVIDADE 1 – ADIVINHE O PERSONAGEM

Uma criança escolhe uma máscara sem mostrar ao grupo. Ela oferece pistas relacionadas ao personagem.

Exemplo: “Eu protejo a floresta” ou “Tenho uma carapuça vermelha”. A turma tenta descobrir quem é.

Campos de experiências: Escuta, fala, pensamento e imaginação; O eu, o outro e o nós.

Objetivos da BNCC: EI03EF01, EI03EO03, EI03EO04.

ATIVIDADE 2 – ESPELHO DOS MOVIMENTOS

Organize as crianças em duplas. Uma delas usa ou segura uma máscara e cria movimentos. A outra tenta acompanhar como se fosse seu reflexo.

Depois, elas trocam as funções.

Campos de experiências: Corpo, gestos e movimentos; O eu, o outro e o nós.

Objetivos da BNCC: EI03CG03, EI03EO03.

ATIVIDADE 3 – ENCONTRO DOS PERSONAGENS

Escolha duas máscaras e pergunte: “O que aconteceria se esses personagens se encontrassem?”.

A turma poderá imaginar um encontro entre Iara e Curupira, Saci e Cuca ou Boitatá e Lobisomem. Registre as ideias para criar uma história.

Campos de experiências: Escuta, fala, pensamento e imaginação.

Objetivos da BNCC: EI03EF04, EI03EF06, EI03EO04.

ATIVIDADE 4 – DRAMATIZAÇÃO LIVRE

Organize um espaço com as máscaras, tecidos e objetos não estruturados. Convide as crianças a criarem livremente suas cenas.

A dramatização não precisa seguir um roteiro fixo. O professor pode observar como as crianças distribuem os papéis, resolvem conflitos e desenvolvem a narrativa.

Campos de experiências: Corpo, gestos e movimentos; Escuta, fala, pensamento e imaginação; O eu, o outro e o nós.

Objetivos da BNCC: EI03CG03, EI03EF04, EI03EO03.

SEXTA-FEIRA: CULMINÂNCIA DA SEMANA DO FOLCLORE

ATIVIDADE 1 – HISTÓRIA COLETIVA

Coloque as seis máscaras no centro da roda. A primeira criança escolhe um personagem e inicia a história. As demais acrescentam novos acontecimentos.

O professor pode atuar como escriba, registrando a produção coletiva.

Campos de experiências: Escuta, fala, pensamento e imaginação.

Objetivos da BNCC: EI03EF04, EI03EF06, EI03EO03.

ATIVIDADE 2 – PREPARAÇÃO DO DESFILE

As crianças escolhem as máscaras e planejam como desejam apresentar seus personagens. Elas podem fazer um movimento, produzir um som ou contar uma curiosidade.

Quem não quiser usar a máscara poderá segurá-la ou ajudar na música.

Campos de experiências: O eu, o outro e o nós; Corpo, gestos e movimentos.

Objetivos da BNCC: EI03EO04, EI03CG01, EI03CG03.

ATIVIDADE 3 – DESFILE DO FOLCLORE

Organize um pequeno desfile dentro da sala ou em outro espaço da escola. Coloque cantigas e músicas da cultura popular brasileira.

O objetivo não é avaliar a apresentação, mas celebrar as experiências vividas durante a semana.

Campos de experiências: Corpo, gestos e movimentos; Traços, sons, cores e formas.

Objetivos da BNCC: EI03CG01, EI03CG03, EI03EO06.

ATIVIDADE 4 – RODA DE AVALIAÇÃO COM AS CRIANÇAS

Retome o cartaz produzido na segunda-feira e pergunte o que a turma aprendeu. Qual personagem foi o preferido? Qual atividade eles gostariam de repetir? O que descobriram sobre o folclore?

Registre as respostas e utilize essas observações no planejamento das próximas propostas.

Campos de experiências: O eu, o outro e o nós; Escuta, fala, pensamento e imaginação.

Objetivos da BNCC: EI03EO04, EI03EF01, EI03EO06.

COMO AVALIAR AS EXPERIÊNCIAS?

A avaliação deve acontecer durante todo o processo, por meio da observação, da escuta e dos registros do professor.

Observe se as crianças:

  • Demonstram curiosidade pelos personagens;
  • Compartilham conhecimentos e histórias;
  • Escutam os colegas;
  • Participam das produções coletivas;
  • Criam movimentos e formas de representação;
  • Fazem escolhas durante a produção artística;
  • Desenvolvem maior autonomia;
  • Ampliam suas narrativas;
  • Utilizam novos vocabulários;
  • Reconhecem algumas características dos personagens;
  • Respeitam diferentes ideias e produções;
  • Demonstram cuidado com os materiais;
  • Participam de acordo com suas possibilidades.

Não é necessário que todas as crianças memorizem os nomes ou as características de todos os personagens. O mais importante é observar como elas participam, criam, comunicam e estabelecem relações durante as experiências.

Fotografias dos materiais, falas das crianças, registros escritos e produções artísticas podem compor uma documentação pedagógica da semana. Ao fotografar, respeite sempre as autorizações de imagem e as orientações da instituição.

ADAPTAÇÕES PARA DIFERENTES NECESSIDADES

As máscaras podem ser utilizadas de diferentes formas para garantir a participação de todas as crianças.

Para crianças que não se sentem confortáveis com a máscara no rosto, utilize um palito, um suporte ou deixe o recurso disponível sobre a mesa.

Para crianças com sensibilidade ao elástico, não insista no uso. Uma fita mais macia ou uma máscara segurada pelas mãos pode tornar a experiência mais confortável.

Amplie os espaços dos olhos quando necessário e verifique se a criança consegue enxergar com segurança.

Disponibilize materiais de pintura mais grossos e fáceis de segurar. Giz de cera triangular, pincéis com cabos maiores e adaptadores podem favorecer a autonomia.

Também é possível ampliar o tamanho da impressão, oferecer auxílio durante o recorte e reduzir a quantidade de elementos apresentados de uma só vez.

A participação não precisa acontecer de uma única maneira. A criança pode escolher a música, organizar os materiais, segurar um personagem, produzir sons, criar movimentos ou observar a dramatização.

CONCLUSÃO

As máscaras do folclore brasileiro são recursos simples, mas capazes de gerar experiências muito ricas na Educação Infantil.

Quando o professor organiza uma proposta com intencionalidade, uma atividade de colorir deixa de ser apenas o preenchimento de uma imagem. Ela passa a envolver escolhas, coordenação motora, percepção visual, expressão artística, oralidade e construção de identidade.

Da mesma forma, utilizar uma máscara não significa apenas vestir um personagem. A criança pode criar movimentos, imaginar acontecimentos, recontar histórias, comunicar sentimentos e participar de brincadeiras coletivas.

O planejamento apresentado neste artigo mostra que um único arquivo pode ser aproveitado durante toda a semana. Com as mesmas máscaras, é possível organizar rodas de conversa, contações de histórias, pinturas, colagens, brincadeiras de adivinhação, produções coletivas, dramatizações e desfiles.

O mais importante é conservar o espaço da brincadeira, da criação e da participação infantil. As experiências precisam ter objetivos pedagógicos, mas não devem perder a leveza e o encantamento.

Integrar atividades lúdicas e intencionais à rotina significa compreender que a criança aprende enquanto brinca, conversa, observa, experimenta, movimenta o corpo, cria e se relaciona.

Ao conhecer Saci, Curupira, Iara, Cuca, Boitatá e Lobisomem, as crianças também entram em contato com histórias que fazem parte da cultura brasileira. Elas percebem que uma narrativa pode ter diferentes versões, que as famílias guardam conhecimentos importantes e que a escola também é um espaço de preservação, troca e criação cultural.

Use as máscaras como ponto de partida e deixe que as ideias das crianças indiquem novos caminhos. Uma fala durante a roda, uma cor escolhida para um personagem ou uma cena criada durante a dramatização pode se transformar na próxima experiência da turma.

O arquivo completo com as máscaras coloridas e para colorir está pronto para imprimir, recortar e utilizar em sala de aula. Escolha os personagens, organize os materiais e prepare uma semana cheia de histórias, movimentos, cores e imaginação!