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Jogo da Memória das Cientistas — Para Imprimir: como trabalhar Ciências Delas com a turma
Como apresentar cientistas brasileiras de um jeito que permita à criança observar, participar e contar suas próprias ideias? O material Jogo da Memória das Cientistas — Para Imprimir, do projeto Ciências Delas, oferece uma entrada concreta para essa conversa. A proposta é indicada para Educação Infantil e início do Ensino Fundamental e tem como foco observar fotografias, lembrar posições e comparar duas cartas para encontrar pares. O recurso pode integrar uma sequência já organizada pela professora ou ser utilizado em um encontro específico, desde que o objetivo e a forma de participação estejam claros.
Uma atividade com esse tema não precisa começar por uma explicação longa sobre profissões ou por uma lista de nomes para memorizar. Pode começar por uma imagem, uma pergunta, uma escolha ou uma demonstração. O que faz diferença é a relação entre o material apresentado e aquilo que as crianças podem fazer com ele. Neste artigo, você encontra o conteúdo do arquivo, uma sugestão de organização e formas de acompanhar a experiência sem exigir que todas as crianças cheguem ao mesmo resultado.
Ao planejar, considere o que a turma já conhece sobre o projeto. Se este for o primeiro contato, apresente o tema e o nome do recurso com calma. Se as crianças já participaram de outras propostas, retome uma referência conhecida antes de iniciar. Assim, a atividade mantém uma relação com o percurso vivido. O nome Ciências Delas pode acompanhar diferentes experiências, mas cada recurso tem uma finalidade própria e merece uma preparação adequada ao seu funcionamento.
O que vem no material Jogo da Memória das Cientistas — Para Imprimir
O conteúdo é: Cartões de oito cientistas, formando 16 cartas e oito pares, versos e cartaz completo com versão ampliada em quatro partes. A descrição ajuda a escolher o arquivo de acordo com a necessidade da aula. Antes de preparar tudo, confira quais páginas ou arquivos serão utilizados no primeiro encontro. Não é obrigatório apresentar o conjunto inteiro de uma só vez. Selecionar uma parte pode facilitar a explicação, a observação e o acompanhamento de pequenos grupos, especialmente quando a turma ainda está conhecendo o tema ou a dinâmica proposta.
É importante conhecer também o alcance do recurso. Esta oferta é do jogo impresso; o jogo digital da memória e o plano completo são produtos separados. Essa informação permite organizar a proposta com clareza e evita esperar uma sequência completa de aula dentro de um arquivo que tem outra função. Materiais adicionais que a professora decidir usar devem ser escolhidos a partir do objetivo do encontro. Uma atividade pode ser simples e bem acompanhada sem receber muitos complementos apenas para parecer mais extensa.
Defina uma intenção antes de preparar
Para este material, uma intenção possível é observar fotografias, lembrar posições e comparar duas cartas para encontrar pares. Essa intenção orienta o que apresentar, quanto tempo reservar e o que observar. Em vez de reunir muitos objetivos no mesmo encontro, escolha uma ação principal que as crianças possam experimentar. Depois, observe como essa ação aparece em cada participação. O recurso oferece um ponto de partida, e a professora ajusta a dinâmica ao grupo, sem transformar uma sugestão de uso em uma regra rígida para todas as turmas.
Também vale pensar em como a atividade vai terminar. Pode haver uma breve conversa, uma apresentação de uma produção ou a retomada de uma escolha feita durante a proposta. Um fechamento relacionado ao que aconteceu ajuda a dar sentido ao encontro. Não é necessário acrescentar uma ficha escrita se ela não contribuir para a experiência. Na Educação Infantil, apontar, falar, criar e agir sobre o material podem oferecer registros relevantes para a observação docente.
Preparação: o que conferir antes da aula
Recorte os pares e monte os versos separadamente. Comece com menos pares se necessário e mantenha posições fixas durante a partida. Faça uma pequena experiência com o material antes de apresentá-lo ao grupo. Esse momento permite observar legibilidade, organização e facilidade de uso. Se houver versões diferentes, escolha aquela que combina com o espaço e com a proposta. Uma preparação objetiva evita gastar o tempo de participação das crianças resolvendo detalhes que poderiam ter sido identificados antes. O teste não precisa ser longo; precisa verificar as ações que serão solicitadas na atividade.
Separe o que será usado no início e deixe os demais elementos organizados para uma possível ampliação. Um excesso de peças, páginas ou comandos pode dificultar a compreensão da primeira regra. Ao começar com uma seleção clara, a professora consegue perceber como a turma responde. Depois, é possível aumentar as opções, retomar uma referência ou propor outra rodada. A progressão depende da experiência observada, e não apenas da intenção de utilizar tudo que o arquivo oferece no mesmo dia.
Passo a passo para apresentar a proposta
Etapa 1
Apresente as fotografias viradas para cima e leia os nomes.
Nesse primeiro momento, permita que a criança observe o material antes de agir. Uma demonstração breve oferece uma referência, mas não precisa antecipar todas as respostas. A professora pode mostrar o procedimento e convidar o grupo a experimentar logo em seguida. Confira se a ação inicial foi compreendida pelas formas de participação que aparecem, sem depender apenas de uma resposta coletiva de que todos entenderam.
Etapa 2
Organize as cartas viradas para baixo, em quatro linhas e quatro colunas ou com menos pares.
Durante essa etapa, observe o caminho escolhido pela criança e dê tempo para que ela realize a ação. Se houver uma dúvida, ofereça um apoio ligado ao procedimento: aproximar uma referência, mostrar um comando ou reorganizar o suporte. Evite substituir a decisão da criança quando ela pode fazer uma escolha. A ajuda ganha sentido quando permite continuar participando e depois pode ser reduzida.
Etapa 3
Cada participante vira duas cartas, observa e compara as fotografias.
A conversa pode acompanhar o que está acontecendo, sem interromper a proposta a cada pequeno movimento. Selecione uma escolha para comentar e escute a explicação. Quando a criança prefere apontar ou mostrar, acolha essa forma de comunicação. O adulto pode descrever a ação observada e confirmar se compreendeu a intenção, preservando o espaço para uma resposta diferente daquela que imaginou.
Etapa 4
Separe os pares encontrados e devolva as cartas diferentes aos mesmos lugares.
No encerramento, retome um aspecto da experiência que tenha sido significativo para o grupo. É possível mostrar uma escolha, lembrar uma descoberta sobre o funcionamento do material ou escutar uma ideia para a próxima vez. Guarde o recurso de modo que possa ser utilizado novamente. Um novo encontro pode ampliar a proposta, mantendo uma referência conhecida e acrescentando apenas o desafio que fizer sentido.
Encontrar pares é também lembrar posições
No jogo da memória, comparar fotografias e lembrar onde elas apareceram são ações relacionadas, mas diferentes. Antes de esconder as cartas, permita que o grupo conheça as imagens e escute os nomes. Depois, demonstre uma rodada completa: virar duas cartas, observar, comparar e decidir o que fazer. A professora pode narrar os próprios movimentos para tornar a regra compreensível. Quando o par não é encontrado, as cartas retornam aos mesmos lugares, preservando a referência que será utilizada nas próximas tentativas.
As posições fixas são parte importante da dinâmica. Se o adulto muda as cartas de lugar depois de cada tentativa, a criança perde uma informação que poderia usar para planejar a próxima jogada. Uma organização em linhas e colunas facilita apontar posições e observar o conjunto. O número de pares pode ser ajustado na versão impressa, quando a turma ainda está aprendendo a regra. Uma partida menor permite conhecer o procedimento antes de lidar com todas as fotografias do material.
Ao virar uma carta, dê tempo para que todos a observem. A pressa para esconder a imagem pode impedir a comparação e a conversa. A criança pode apontar o lugar onde acredita ter visto a fotografia correspondente e explicar sua lembrança. Se não lembrar, é possível escolher outra posição e observar o que acontece. O jogo oferece novas informações a cada rodada; uma tentativa sem par continua fazendo parte da partida e pode ajudar a decidir um movimento posterior.
Turnos que permitem participar
Combine quem começa e como a vez passa para a próxima pessoa. Para uma primeira experiência, a turma pode jogar de forma cooperativa, procurando todos os pares em conjunto. Outra possibilidade é uma dupla conversar antes de escolher duas cartas. A professora pode ajustar a dinâmica sem fazer da quantidade de pares encontrados uma classificação das crianças. O registro precisa considerar o que foi observado durante a partida, inclusive a consulta visual, a espera, a escolha da posição e a revisão de uma lembrança.
Quem está observando também pode participar quando a regra permitir. Uma criança pode sugerir uma posição e outra realizar o movimento. É importante explicitar esse acordo para que a ajuda não pareça uma invasão da vez do colega. Algumas turmas preferem descobrir em conjunto; outras conseguem alternar turnos individuais. A escolha deve acompanhar o grupo e a finalidade da aula, mantendo a comparação entre as fotografias no centro da experiência.
Retomar as cientistas depois da partida
Encontrar um par oferece um momento breve para ler o nome da pesquisadora representada. Não é necessário interromper toda rodada com uma explicação extensa. Ao final, selecione algumas fotografias e retome informações já apresentadas no projeto. Dessa maneira, a brincadeira continua com ritmo e o tema não fica reduzido a um conjunto de imagens anônimas. A presença das mulheres na ciência pode aparecer na conversa, no painel e em outras produções que façam sentido para a turma.
Uma segunda partida pode começar com uma pergunta sobre o que as crianças fariam de modo diferente. Algumas vão querer observar mais tempo; outras vão usar as linhas como referência; outras preferem combinar a escolha com um colega. Não é preciso exigir uma estratégia única. Escutar essas ideias permite acompanhar a relação entre experiência e próxima tentativa. Ao guardar o material, mantenha os pares organizados para que o próximo encontro retome a brincadeira sem um longo período de preparação.
Um exemplo de mediação na sala
Uma criança lembra que a fotografia vista na rodada anterior estava perto de um canto. Escolhe essa posição e compara com a primeira carta que virou. Esse episódio mostra uma possibilidade de uso, sem definir um resultado obrigatório para a turma. Outra criança pode escolher um elemento diferente, pedir ajuda para operar o material ou explicar a própria ideia com gestos. O planejamento precisa deixar espaço para essas respostas. A professora acompanha a relação entre a intenção da proposta e a participação observada, ajustando o apoio quando necessário.
Uma pergunta pode abrir a conversa, mas não precisa receber uma resposta formal de cada criança. Algumas sugestões para este recurso são: “Você lembra onde essa fotografia apareceu?”, “Estas duas cartas mostram a mesma pessoa?” e “Onde devemos devolver as cartas diferentes?”. Escolha a pergunta que esteja relacionada à ação do momento. Quando o adulto pergunta sobre aquilo que a criança acabou de fazer, a conversa se mantém concreta e permite escutar como ela está entendendo ou imaginando a proposta.
Ajustes para diferentes formas de participação
Utilize dois ou três pares na primeira experiência e jogue em dupla quando a criança precisar de ajuda para acompanhar as posições. Esse ajuste pode ser apresentado como parte da dinâmica, sem destacar uma criança diante da turma. Observe se o apoio oferecido permite participar com mais autonomia ou apenas repete a explicação inicial. Às vezes, mudar o tamanho, a quantidade ou a organização do material ajuda mais do que falar novamente. O objetivo é tornar a ação possível, mantendo a criança envolvida nas decisões que consegue realizar.
Também é importante evitar que a rapidez se torne o principal critério de participação. Uma criança pode precisar de mais tempo para observar, escolher, desenhar ou consultar uma referência. Esse tempo não precisa ser comparado com o dos colegas. Se a turma estiver em pequenos grupos, a professora consegue acompanhar as tentativas e oferecer apoios diferentes. A organização da aula deve permitir essa observação, em vez de depender de todas as crianças fazerem exatamente a mesma ação ao mesmo tempo.
O que observar e registrar
Observe as estratégias para localizar cartas e a compreensão da regra de virar apenas duas em cada jogada. O registro pode ser breve e ligado a um episódio concreto. Anote o contexto, a ação e o apoio utilizado. Essa informação ajuda a planejar uma retomada e a perceber mudanças entre encontros. Uma frase da criança, um relato de uma tentativa ou uma fotografia da produção pode acompanhar a anotação, conforme a forma de registro adotada pela escola.
Evite registrar como conquista algo que não foi observado. Se a criança participou de uma associação visual, descreva a comparação que realizou. Se criou uma cena, registre a ideia que contou. Se consultou uma legenda, anote como utilizou a referência. O recurso pode oferecer muitas possibilidades de conversa, mas a documentação precisa permanecer ligada à experiência efetivamente vivida. Essa precisão também ajuda a comunicar o trabalho às famílias com palavras claras e sem promessas amplas sobre resultados.
Como continuar sem repetir a mesma aula
Uma retomada pode mudar apenas um aspecto: a quantidade de opções, a organização do grupo, a pergunta inicial ou a forma de apresentar a produção. Não é necessário elaborar uma atividade completamente diferente para que haja uma nova experiência. Ao manter parte da dinâmica conhecida, a professora consegue observar o que a criança faz com menos apoio e quais perguntas passam a surgir. A continuidade precisa estar ligada ao que foi percebido, e não a uma sequência automática de tarefas.
O tema Ciências Delas também permite conversar sobre quem aparece quando a turma pensa em ciência. As fotografias e os nomes oferecem referências reais, enquanto as propostas lúdicas convidam à participação. Ao falar de uma pesquisadora, use informações conferidas no material ou em uma fonte que você tenha consultado. Não é necessário inventar uma descoberta, uma fala ou um episódio biográfico para tornar a aula interessante. As perguntas das crianças já oferecem caminhos para novas leituras e conversas.
Perguntas frequentes sobre Jogo da Memória das Cientistas — Para Imprimir
Preciso usar todos os elementos em um encontro?
Não. Selecione o que corresponde à intenção da aula e amplie depois, quando fizer sentido. Uma primeira exploração com poucas opções permite conhecer o funcionamento do material. A professora pode organizar uma retomada em outro dia ou oferecer o recurso em pequenos grupos. A quantidade utilizada deve ajudar a compreender e participar da proposta, sem se tornar uma obrigação de percorrer todas as páginas ou possibilidades disponíveis no arquivo.
O material pode substituir um plano de aula completo?
O recurso pode integrar o planejamento, mas não substitui as decisões sobre objetivo, organização, tempo e mediação. Aqui estão apresentadas sugestões de uso para Educação Infantil e início do Ensino Fundamental. Cabe à professora relacioná-las ao percurso da turma. Os planos de aula do projeto são produtos separados e não devem ser considerados incluídos apenas porque têm o mesmo tema. Confira o conteúdo descrito para saber exatamente o que será recebido.
Como saber se a atividade precisa de ajustes?
Observe se a criança consegue identificar o que fazer, acessar as referências e experimentar a ação proposta. Se a dúvida estiver no procedimento, uma demonstração pode ajudar. Se estiver no suporte, reorganize a apresentação. Se a proposta estiver longa, selecione uma parte. Esses ajustes devem partir do que acontece na experiência, preservando a intenção principal e oferecendo uma forma viável de participação.
Conheça o recurso e organize sua próxima proposta
Jogo da Memória das Cientistas — Para Imprimir oferece uma possibilidade de trabalhar o tema Ciências Delas com uma ação concreta: observar fotografias, lembrar posições e comparar duas cartas para encontrar pares. Antes de escolher o material, confira o conteúdo, a indicação de turma e as orientações apresentadas neste artigo. Se a proposta combinar com o planejamento, ela pode ajudar a preparar um encontro em que a criança observe, escolha e compartilhe ideias com a mediação da professora.











































